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Escova facial de R$ 22 de Carolina Dieckmann funciona? Dermatologista alerta para 'efeito placebo'

Dermatologista alerta sobre acessório que virou febre com Carolina Dieckmann e explica por que segredo da pele saudável está na ciência, não no TikTok

Por Bianca Tavares Publicado em 05/06/2026 às 11:22

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O universo do skincare no TikTok foi invadido por mais uma febre de consumo: uma escova anatômica de apenas R$ 22 que promete revolucionar o contorno facial e promover uma verdadeira drenagem em casa.

O acessório ganhou força total após a atriz Carolina Dieckmann viralizar na rede social mostrando o passo a passo do uso da ferramenta, o que fez milhares de seguidoras correrem atrás do produto em busca do rosto perfeito.

Mas será que um acessório manual tão barato é realmente capaz de entregar o que promete ou estamos diante de mais uma ilusão passageira da internet?

Para responder a essa febre das redes, conversamos com exclusividade com a Dra. Ana Luiza Gadelha, médica dermatologista e cirurgiã dermatológica atuante no Hospital Jayme da Fonte. E o veredito da especialista é um verdadeiro choque de realidade para quem esperava milagres.

O "efeito placebo" por trás dos modismos do TikTok

Diante de uma rotina de beleza que frequentemente cria novas necessidades e ferramentas — como os rolos de quartzo, as pedras de Gua Sha e, agora, as escovas manuais —, a Dra. Ana Luiza é categórica ao classificar a eficácia desses aparelhos.

"Essa é a minha opinião: não existem trabalhos científicos comprovando que é uma coisa realmente agradável para a pele ou que dá algum resultado cientificamente comprovado de melhora de rejuvenescimento, de melhora do viço, de melhora das rugas de expressões ou da tonicidade da pele", alerta a dermatologista.

Segundo a médica, o suposto afinamento do rosto ou a melhora instantânea após o uso não passa de uma percepção ilusória.

"A gente não acredita nesse tipo de produto como efeito que melhore sua pele. Tudo isso é um pouco de fake news, até que se prove o contrário", dispara.

Deixe a arte com os artistas (e a pele com os médicos)

A médica também chama a atenção para a responsabilidade de figuras públicas e celebridades ao ditarem regras de saúde e rotinas de cuidados sem possuírem a formação necessária para isso.

Ao analisar o vídeo de Carolina Dieckmann, a Dra. Ana Luiza destacou a importância de separar o talento artístico do conhecimento científico.

"Uma atriz muito talentosa, né? Que vem falar sobre áreas que ela não conhece. Vamos tomar cuidado com essas reportagens, esses pronunciamentos falando a respeito de coisas que eles não conhecem. Vamos deixar eles falarem de arte, de teatro, de televisão, de diversão. E vamos dar a César o que é de César. Nós somos os especialistas que tratamos da pele."

Ativos reais vs. Acessórios milagrosos: Como economizar de verdade

Para os consumidores que se sentem tentados pelo preço baixo de R$ 22 da escova facial, a especialista traz uma excelente notícia que dispensa o uso de ferramentas mecânicas ou etapas exaustivas de massagem.

A verdadeira democratização do skincare hoje acontece diretamente na formulação dos produtos.

A recomendação principal da médica para não cair em promessas milagrosas e evitar problemas na barreira cutânea resume-se a dois pilares essenciais:

  • Acessibilidade na Ciência: A indústria farmacêutica passou por uma forte redução de custos nos últimos anos. Hoje, ativos consagrados e tratamentos de pele realmente eficazes estão disponíveis no mercado sem a necessidade de altos investimentos.
  • Consulta ao RQE: Antes de encher o carrinho com as ferramentas que bombam nos vídeos curtos, o hábito mais saudável e econômico é consultar um dermatologista que possua o Registro de Qualificação de Especialista (RQE).

"Procure seu dermatologista e ele sim vai te dar orientações sobre o que funciona e não funciona na pele", conclui a Dra. Ana Luiza Gadelha.

No fim do dia, uma rotina minimalista, segura e orientada por cientistas ainda entrega muito mais saúde do que o excesso de estímulos mecânicos ditados pelas redes sociais.

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