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Síndrome do Intestino Irritável afeta milhões de pessoas e tem forte relação com estresse e ansiedade

Especialista explica sintomas, causas e reforça importância do diagnóstico correto para melhorar qualidade de vida

Por Bianca Tavares Publicado em 02/06/2026 às 13:24

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A Síndrome do Intestino Irritável, conhecida pela sigla SII, é uma condição gastrointestinal crônica que afeta milhões de pessoas em todo o mundo e ainda enfrenta desinformação, subdiagnóstico e demora no tratamento. Apesar de não provocar alterações estruturais visíveis no intestino, a doença pode causar impactos significativos no bem-estar físico e emocional dos pacientes.

Segundo a médica gastroenterologista Dra. Maria Júlia Colossi, ampliar o conhecimento sobre a condição é fundamental para que mais pessoas consigam identificar os sintomas precocemente e buscar acompanhamento especializado.

“A conscientização ajuda as pessoas a identificarem os sintomas precocemente e entenderem que não se trata de algo ‘normal’. Muitas convivem com dor e desconforto por anos sem buscar avaliação especializada”, explica.

A Síndrome do Intestino Irritável é tradicionalmente classificada como um distúrbio funcional intestinal, mas essa definição vem passando por mudanças. Às vésperas da divulgação do novo Consenso Roma V, especialistas passaram a utilizar o termo “Doenças da Interação Intestino Cérebro”, reforçando a importância da comunicação entre esses dois sistemas no desenvolvimento da condição.

“A SII é crônica e pode oscilar entre períodos de melhora e piora, geralmente relacionados a fatores emocionais, alimentação e rotina. Essa interação entre intestino e cérebro é fundamental para entender os sintomas e direcionar o tratamento”, explica a Dra. Maria Júlia Colossi.

Entre os principais sintomas da síndrome estão dor abdominal recorrente, sensação de barriga inchada, excesso de gases, diarreia, constipação intestinal, alternância entre prisão de ventre e diarreia, além da sensação de evacuação incompleta e urgência para evacuar.

“Apesar de não causar complicações graves, a condição pode impactar significativamente o bem-estar físico e emocional”, destaca a especialista.

As causas da SII são multifatoriais e envolvem alterações na comunicação entre cérebro e intestino, além de fatores emocionais e ambientais. Segundo a médica, a condição está diretamente ligada a uma disfunção no chamado eixo cérebro-intestino, provocando hipersensibilidade visceral e alterações no funcionamento intestinal.

“A SII tem uma forte ligação com o estresse, ansiedade e outros fatores emocionais. Também existem influências da microbiota intestinal, sensibilidade aumentada do intestino e fatores alimentares que podem desencadear ou agravar os sintomas”, afirma a Dra. Maria Júlia Colossi.

O diagnóstico deve ser feito por um especialista, por meio de avaliação clínica detalhada e exclusão de outras doenças gastrointestinais. O tratamento costuma ser individualizado e pode incluir mudanças alimentares, controle do estresse, uso de medicamentos e acompanhamento contínuo.

“Com diagnóstico correto e tratamento adequado, é possível controlar os sintomas e melhorar muito a qualidade de vida. Por isso, o acompanhamento regular é fundamental, já que a condição pode variar ao longo do tempo e as adaptações de tratamento são essenciais”, conclui a médica.

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