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Lesão de Estêvão Willian volta os holofotes para impactos nos joelhos e mobilidade

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Por Bianca Tavares Publicado em 05/05/2026 às 10:05

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O atacante Estêvão Willian, destaque da seleção brasileira, sofreu com uma lesão nas vésperas da Copa do Mundo e trouxe o holofote para um tema que costuma ser recorrente dentro da prática esportiva: até que ponto um problema muscular na coxa pode afetar outras articulações, como o joelho, e comprometer a mobilidade do atleta?

Para especialistas da área, a relação é simbiótica, exigindo atenção e cuidados específicos para evitar casos mais graves.

Reconhecido como o jogador brasileiro mais valioso do mundo, de acordo com um estudo do Observatório de Futebol do CIES, Estêvão é uma das grandes apostas para as partidas, no entanto, pode sofrer com a recente ameaça.

Isso acontece porque no dia 18 de abril de 2026, durante o jogo contra o Manchester United, Willian sofreu uma lesão grave de grau 4 na coxa direita, com ruptura muscular. A instabilidade levantou dúvidas sobre a recuperação do jogador.

Na esperança de manter seu nome na lista de convocados, ele decidiu seguir com um tratamento sem cirurgia, para que consiga chegar a tempo para a competição.

Theda Manetta da Cunha Suter, professora do curso de Fisioterapia da Wyden, explica que a musculatura da coxa, com atenção para o quadríceps e o isquiotibiais, é essencial para a estabilização do joelho. "Quando há uma lesão nessa região, o corpo tende a compensar o movimento, o que pode sobrecarregar o joelho e aumentar o risco de dor, instabilidade e até novas lesões”.

Esse tipo de compensação costuma ser comum em atletas de alto rendimento, que tendem a voltar aos hábitos antes da recuperação completa. "A falta de equilíbrio muscular pode alterar a biomecânica do movimento, impactando diretamente a articulação do joelho", detalha.

A Dra. Gisleika Bianco, médica ortopedista e professora no IDOMED (Instituto de Educação Médica) afirma ainda que as lesões musculares não devem ser analisadas de forma isolada. "Existe uma cadeia cinética envolvida no movimento. Quando há uma disfunção na musculatura da coxa, o corpo automaticamente adapta o padrão biomecânico, o que pode gerar sobrecarga no joelho, principalmente em estruturas como ligamentos e cartilagem", explica.

“É comum observarmos, nesses casos, aumento do risco de lesões secundárias, como tendinites, condropatias ou até lesões ligamentares, justamente pela alteração na forma de correr, frear ou mudar de direção”, afirma.

O acompanhamento de cada caso, especialmente para atletas de alto desempenho, deve ser além do alívio dos sintomas. “O tratamento precisa considerar o reequilíbrio muscular, o controle neuromuscular e a reeducação do movimento. Retornos precoces, sem esses cuidados, aumentam significativamente o risco de reincidência e de lesões associadas".

Caso você não faça parte de um esporte profissional, o alerta continua válido. “Qualquer desconforto persistente deve ser avaliado por um profissional de saúde. A prevenção ainda é o melhor caminho”, finaliza Theda.

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