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Mounjaro pode afetar o intestino? Especialista explica erro comum que trava resultados

Em um cenário em que medicamentos ganham protagonismo no emagrecimento, o recado é direto: cuidar do intestino não é detalhe!

Por Bianca Tavares Publicado em 18/04/2026 às 21:50

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O uso de medicamentos para emagrecimento como o Mounjaro tem se popularizado, principalmente pelos efeitos rápidos na redução do apetite. Mas, por trás da perda de peso, um detalhe importante costuma passar despercebido: o impacto direto no funcionamento do intestino.

Segundo a nutricionista esportiva Alice Paiva, especializada em emagrecimento, a ação do medicamento vai além da saciedade e altera o ambiente intestinal de forma significativa. Com a diminuição da ingestão de alimentos, o corpo também recebe menos estímulos essenciais para manter o intestino ativo.

“Quando você come menos, está diminuindo automaticamente a fibra, que é um substrato fundamental para a microbiota intestinal. Isso leva a um desequilíbrio que começa no ambiente intestinal, afetando diretamente o processo digestivo”, afirma Alice.

Esse cenário cria uma espécie de efeito colateral silencioso. A redução do volume alimentar, combinada à menor ingestão de nutrientes específicos, pode desacelerar o intestino e comprometer o equilíbrio da microbiota.

“O intestino depende de estímulos para manter seu ritmo, e esses estímulos não se limitam a comer alimentos saudáveis. Fibra, gordura e volume alimentar são essenciais para manter o intestino ativo. A fibra fermentar e nutre a microbiota; as gorduras ativam reflexos intestinais; e o volume gera movimento. Sem esses estímulos, o intestino simplesmente desacelera”, explica Alice.

O alerta vai além do desconforto intestinal. De acordo com a especialista, focar apenas na redução calórica pode comprometer os resultados do próprio emagrecimento.

“Emagrecer não é só sobre diminuir a quantidade de comida, mas sim sobre ajustar a alimentação para garantir que o intestino continue funcionando bem”, afirma a nutricionista.

Como evitar o problema

Para quem utiliza o medicamento ou segue qualquer estratégia de perda de peso, a orientação é investir em ajustes simples, mas estratégicos, na alimentação.

“Se eu fosse sua nutricionista, recomendaria incluir alimentos ricos em fibra, como chia, linhaça e kiwi, além de fontes de magnésio e probióticos. A hidratação também é essencial, e deve ser distribuída ao longo do dia, em horários estratégicos, para garantir que o intestino tenha o que precisa para funcionar de maneira eficiente", orienta.

A proposta é manter o equilíbrio da microbiota intestinal mesmo com a redução do apetite, evitando efeitos como constipação e inflamação.

“Intestino não funciona por acaso, ele responde ao que você oferece. Emagrecer sem estratégia intestinal é o caminho mais rápido pra travar resultado e inflamar o corpo sem perceber”, finaliza.

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