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Cai patente do Ozempic no Brasil: Vai ficar mais barato? Entenda

Mudança marca virada no mercado da semaglutida, mas acesso mais barato ainda deve demorar

Por Bianca Tavares Publicado em 27/03/2026 às 8:50

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O fim da patente da semaglutida no Brasil muda o jogo em um dos mercados mais lucrativos da indústria farmacêutica recente. A substância, que ganhou fama mundial por ajudar no controle do diabetes tipo 2 e na perda de peso, deixa de ser exclusividade da Novo Nordisk e passa a atrair o interesse de novos fabricantes.

Na prática, isso não significa que versões mais baratas vão aparecer imediatamente nas prateleiras.

O cenário é mais complexo e envolve regras específicas, tecnologia avançada e um processo regulatório que costuma ser lento.

Não é genérico, e isso faz diferença

Quem espera encontrar um “Ozempic genérico” pode se frustrar. De acordo com a revista Marie Claire, diferente de comprimidos comuns, a semaglutida é um medicamento biológico. Isso muda completamente as regras.

Em vez de cópias idênticas, o que pode surgir são versões semelhantes, chamadas biossimilares, ou até novas formulações com a mesma base. Isso encarece o processo e reduz a chance de quedas bruscas de preço logo de início.

Concorrência vai aumentar, mas aos poucos

Mesmo sem impacto imediato no bolso, a quebra da patente já movimenta o setor. Empresas brasileiras entraram de vez na disputa, com investimentos pesados para produzir medicamentos injetáveis em larga escala.

A tendência é clara: mais fabricantes no mercado significam mais competição. Só que esse efeito costuma ser gradual. Primeiro vêm as aprovações, depois a produção e só então a disputa real por preço.

Não existe valor definido para as futuras versões. Antes de qualquer produto chegar ao consumidor, ele precisa passar por uma análise que estabelece um teto de preço no país.

Sem a obrigação de seguir o desconto mínimo dos genéricos, os novos medicamentos podem não ser tão baratos quanto muita gente imagina. Ainda assim, a simples presença de concorrentes já costuma forçar ajustes ao longo do tempo.

Quando isso chega na prática?

A mudança legal já aconteceu, mas o efeito real deve aparecer mais para frente. A previsão do próprio setor aponta para 2027 como um marco possível para a entrada de novas opções nas farmácias.

Até lá, o cenário continua praticamente o mesmo para quem já usa o medicamento. As versões atuais seguem disponíveis e não devem sofrer alterações imediatas.

E o SUS, entra nessa história?

Por enquanto, não. A semaglutida ainda não faz parte da rede pública. Com o aumento da oferta e uma eventual redução de preços, o tema pode ganhar força, mas depende de avaliações técnicas e financeiras.

No fim das contas, a quebra da patente não representa uma revolução instantânea, mas sim o começo de uma transição. O medicamento que virou símbolo de uma nova era no tratamento da obesidade agora entra em uma fase mais competitiva, com potencial de ampliar o acesso, só que no ritmo da indústria farmacêutica.

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