Mostra gratuita no Recife celebra Júlio Bressane e Rosa Dias com sessões ao longo de abril
O Cineclube XHY247 e o Cine LEIA realizam uma mostra com fragmentos da trajetória cinematográfica de Bressane e Dias, do Cinema Marginal à Antiguidade
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Em celebração aos oitenta anos de Júlio Bressane, o cineclube XHY-247 da UFPE e o LEIA da UFRPE organizam uma mostra em homenagem a ele e sua companheira Rosa Dias, de extrema importância para vários de seus filmes. A mostra se estenderá por todo o mês abril, com quatro sessões nos domingos no Cinema São Luiz, e mais quatro sessões no Cinema da UFPE.
Algumas dessas sessões contarão com apresentação e debate de diferentes pesquisadores das áreas de cinema, história e filosofia.
Responsáveis por uma das filmografias mais importantes da história do cinema brasileiro, com aproximadamente mais de seis décadas de produção, indo desde os filmes da produtora Belair (criada por Júlio Bressane, Rogério Sganzerla e Helena Ignez) como Barão Olavo, o Horrível (1970) e Cuidado Madame (1970), até obras mais recentes como Beduíno (2016), estrelado por Alessandra Negrini e Fernando Eiras.
Seu cinema “intersemiótico” mescla diferentes formas de artes em uma só obra, sem distinções entre a “alta” e “baixa” cultura, onde Noel Rosa, Nietzsche e Aby Warburg se encontram. Em sua vasta filmografia, também colaboraram com nomes célebres da cultura brasileira, como Maria Bethânia, Caetano Veloso, Gal Costa, Grande Otelo, Othon Bastos, Renata Sorrah, Fernanda Torres, Selton Mello, Lilian Lemmertz, e muitos outros.
Para além da mostra, os cineclubes também irão organizar um catálogo com textos sobre os filmes, que será divulgado nas redes sociais nos próximos meses.
Todas as sessões são gratuitas, sem a necessidade de retirada de ingressos antecipados.
Programação completa:
Cinema São Luiz:
05/04 [DOMINGO] - 14h | CLEÓPATRA (2007), 116 minutos
12/04 [DOMINGO] - 18h30 | MEMÓRIAS DE UM ESTRANGULADOR DE LOIRAS (1971), 70 minutos + BEDUÍNO (2016), 75 minutos
19/04 [DOMINGO] 14h | SÃO JERÔNIMO (1999), 75 minutos
26/04 [DOMINGO] 14h | BARÃO OLAVO, O HORRÍVEL (1969), 61 minutos + MATOU A FAMÍLIA E FOI AO CINEMA (1969), 64 minutos
Cinema da UFPE:
09/04 [QUINTA-FEIRA] - 16h | SERMÕES: A HISTÓRIA DE ANTÔNIO VIEIRA (1989), 78 minutos
18h | NIETZSCHE EM NICE (2004), 14 minutos + DIAS DE NIETZSCHE EM TURIM (2001), 85 minutos [com debate]
10/04 [SEXTA-FEIRA] - 16h | O ANJO NASCEU (1969), 64 minutos
18h | A FAMÍLIA DO BARULHO (1970), 60 minutos + CUIDADO MADAME (1970), 68 minutos.
Serviço:
- Evento: Mostra Dias/Bressane: Um Inventário de Vestígios
- Locais: Cinema da UFPE e Cinema São Luiz
- Datas: 05, 09, 10, 12, 19 e 26 de abril de 2026
- Instagram: @cinexhy247 e @LEIA.UFRPE
Sobre o Cine XHY247-UFPE
Fundado em julho de 2024 pela professora Dra. Angela Prysthon e estudantes da pós e graduação da UFPE, o cineclube mantém uma programação que vai de clássicos a produções independentes, buscando fomentar o debate crítico e a apreciação das diversas linguagens audiovisuais. Atualmente, o cineclube conta também com membros de outros cursos como Artes Visuais, Letras e Filosofia, procurando sempre expandir seus horizontes e discussões sobre cinema e arte no geral.
Sobre o LEIA-UFRPE
O laboratório de estudos interdisciplinares sobre a Antiguidade foi fundado em meados de 2022 pelo professor Dr. Uiran Gebara. Este grupo de pesquisa consiste em um espaço plural de pesquisas e ensino sobre sociedades e culturas do Mediterrâneo antigo, do Antigo oriente e da África antiga realizados em Pernambuco.
Pensamos o campo de estudos da Antiguidade como uma área que deve deixar de reproduzir concepções eurocêntricas, buscar se desocidentalizar e problematizar o orientalismo que por muito tempo a constituiu, de forma a entender cada vez mais como um passado compartilhado dos três continentes afroeurasianos.
Nosso objetivo é por meio de estudos da Economia, da Cultura e da Política, desembranquecer e descolonizar esse passado, o que tem implicações cruciais para a maneira como Histórias Globais são pensadas regional, nacional e internacionalmente. Essa perspectiva permite criar conexões e identificações entre este passado distante e nosso presente que escapam à via exclusiva do "legado europeu" e que dialogam com a compreensão de tais legados como tradições inventadas.