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Beijo no Carnaval aumenta risco de infecções e exige atenção, dizem especialistas

Aglomerações, troca de saliva e queda da imunidade durante a folia favorecem doenças como mononucleose, herpes e gripe

Por Bianca Tavares Publicado em 12/02/2026 às 8:06

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O Carnaval é um dos períodos de maior interação social do ano, com festas, aglomerações e contato físico intenso entre os foliões.

Nesse cenário, o beijo se torna uma das formas mais comuns de aproximação, mas também pode facilitar a transmissão de agentes infecciosos, especialmente em ambientes fechados, lotados e com pouca ventilação.

Especialistas alertam que a troca de saliva aumenta o risco de infecções virais, como mononucleose infecciosa, herpes labial, gripe, resfriado e outras doenças transmitidas por contato direto. A mononucleose, inclusive, é popularmente conhecida como “doença do beijo” justamente pela sua principal via de transmissão.

Cuidados durante a folia

Durante a folia, o organismo também pode ficar mais vulnerável. Consumo excessivo de álcool, poucas horas de sono e exposição prolongada ao sol contribuem para a queda da imunidade, o que favorece o desenvolvimento de infecções após o período de festas.

“A mononucleose infecciosa é uma doença viral causada pelo vírus Epstein-Barr (EBV), cuja transmissão ocorre principalmente pela saliva, por meio do beijo, podendo o vírus permanecer incubado por até seis semanas antes do início dos sintomas”, explica Nely Cristina Medeiros Caires, coordenadora do curso de Odontologia da Wyden.

“Entre os sintomas mais frequentes estão febres, dor de garganta, cansaço excessivo, dor de cabeça e dores no corpo. Atualmente, não existe um tratamento específico para a mononucleose infecciosa. A orientação é procurar atendimento médico e odontológico e evitar o contato íntimo até a confirmação do diagnóstico”, completa a especialista.

Para reduzir os riscos durante o Carnaval, a recomendação é observar sinais visíveis de lesões na boca antes de beijar alguém e evitar compartilhar copos, garrafas, talheres ou outros objetos de uso pessoal. Medidas simples podem diminuir significativamente a chance de contágio.

Caso apareçam sintomas após o período de festas, é indicado buscar atendimento médico e odontológico o quanto antes. O diagnóstico precoce ajuda a evitar complicações, aliviar os sintomas e impedir a transmissão para outras pessoas.

O acompanhamento profissional e o cumprimento das orientações de saúde são essenciais para uma recuperação segura e para o retorno às atividades com mais bem-estar.

O Carnaval 2026 do Social1 é patrocinado por CHEETOS®, Esperança Olinda, Esperança Recife, Memorial Star, São Marcos e Memorial São José.

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