Nem todo sorvete é igual: 4 dicas para escolher uma opção mais saudável
Médico explica o que observar para incluir a sobremesa sem comprometer a dieta
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Seja na casquinha, no copo ou no palito, o sorvete é uma das sobremesas mais queridinhas dos brasileiros, garantindo até uma data especial no calendário: o Dia Nacional do Sorvete, comemorado em 23 de setembro.
O setor segue em forte expansão no país: após movimentar US$ 1,467 bilhão em 2025, a previsão é que o mercado alcance US$ 2,156 bilhões até 2034 — um crescimento impressionante de aproximadamente 47%, segundo dados do IMARC Group.
A diversidade de opções também disparou, impulsionada pelo sucesso nas redes sociais de sabores como pistache, pudim e caramelo salgado. Mas afinal, como saborear essas novidades sem sair do foco na alimentação saudável?
Para o Dr. Edson Ramuth, médico e fundador da Emagrecentro (rede focada em emagrecimento e estética corporal), a chave está no equilíbrio: nenhum alimento precisa ser encarado como vilão ou analisado isoladamente.
“Tomar sorvete não compromete, por si só, uma alimentação equilibrada, assim como excluí-lo não garante o emagrecimento. O que realmente importa é a relação da pessoa com a comida e o conjunto de escolhas feitas no dia a dia. Quando há equilíbrio, a sobremesa pode fazer parte do cardápio sem culpa”, explica.
Para ajudar você a decidir entre tantas versões, o médico reúne quatro orientações práticas. Confira:
1. Confira se o ingrediente destacado aparece na fórmula
Imagens de açaí, cupuaçu, caju ou outras frutas na embalagem não revelam quanto foi utilizado na receita. Como a lista segue uma ordem decrescente, os primeiros componentes são aqueles presentes em maior proporção.
“Se a fruta aparece apenas no final ou após açúcar, xarope de glicose e aromatizantes, provavelmente representa uma pequena parcela do conteúdo”, orienta o Dr. Edson.
2. Aposte no gelato e em versões artesanais ou veganas
O gelato tradicional costuma levar mais leite, menos creme e incorporar menos ar do que o sorvete convencional.
“Isso proporciona uma textura mais densa e deixa o sabor dos ingredientes mais evidente. Nas produções artesanais, também pode haver maior uso de frutas, polpas e matérias-primas frescas. Já as alternativas veganas atendem quem deseja evitar derivados de origem animal”, explica.
3. Não escolha apenas pelos termos diet, light e zero
Diet indica a retirada de um nutriente; light, uma redução mínima de gordura, de 25%; e zero, a ausência do componente informado, geralmente o açúcar. Em geral, prefira receitas com menos aditivos artificiais.
“Um sorvete zero lactose ainda pode conter açúcar e calorias, assim como uma opção diet não é obrigatoriamente menos calórica. Por isso, não se deixe levar apenas pelas palavras em destaque na embalagem”, esclarece o médico.
4. Evite opções de fast-food com muitos adicionais
A base utilizada no preparo pode conter açúcar e gordura, enquanto caldas, cremes, biscoitos, chocolates e confeitos acrescentam novas camadas desses componentes. Nos milk-shakes, a mistura ainda pode reunir leite, xaropes, chantilly e uma quantidade maior de sorvete.
“Quando vários itens são combinados, o teor calórico aumenta rapidamente. Casquinhas recheadas, copos grandes e milk-shakes podem concentrar mais açúcar e gordura do que uma versão simples. Por isso, prefira tamanhos menores e limite os complementos”, recomenda.
Por fim, o Dr. Edson ressalta que outra possibilidade é o preparo em casa. Além de permitir a escolha dos ingredientes e a adaptação da receita ao paladar da família, a atividade pode se transformar em uma experiência divertida e prazerosa.
“Participar de todo o processo ajuda a conhecer melhor o que será consumido e torna a relação com a alimentação mais leve”, conclui.