notícias | Notícia

Queda da Selic não garante redução imediata nos juros do financiamento imobiliário

Apesar do corte recente de 0,25 ponto percentual, o alto custo de captação dos bancos e outros fatores econômicos mantêm as taxas de crédito elevadas.

Por Com informações da Rádio Jornal Publicado em 03/08/2026 às 11:38

Clique aqui e escute a matéria

Siga o JC no Google e acompanhe
tudo o que você precisa
Seguir no Google

A recente redução de 0,25 ponto percentual na taxa Selic reascendeu a esperança dos brasileiros que sonham com a casa própria, mas, na prática, os juros dos financiamentos continuam elevados. Com a taxa básica de juros atualmente no patamar de 14,25% ao ano, o custo de captação do dinheiro ainda é muito alto, o que impede os bancos de reduzirem as taxas do financiamento imobiliário de forma imediata.


De acordo com o especialista em mercado imobiliário Bruno Cantalupo, quem pretende financiar um imóvel não deve esperar uma queda rápida nas parcelas. Isso ocorre porque a definição das taxas bancárias vai além da Selic, dependendo de fatores como a Taxa Referencial (TR), o FGTS, o nível de inadimplência do mercado, o custo de captação de recursos e a segurança jurídica. Atualmente, os juros imobiliários giram em torno de 10% a 12% ao ano, dependendo do banco, o que ainda os mantém em um patamar inferior à própria taxa Selic.

Confiança do consumidor e dicas para compra

Apesar de as taxas ainda estarem altas, o principal impacto da redução da Selic neste momento é a melhora no ambiente econômico e o aumento da confiança dos consumidores. Muitas pessoas já voltaram a pesquisar imóveis e a planejar a compra, apostando que o acesso ao crédito será ampliado de forma gradual nos próximos meses.


Para quem precisa fechar negócio agora, a principal recomendação é pesquisar as condições oferecidas por diferentes instituições financeiras, comparar o Custo Efetivo Total (CET) da operação e negociar. Por outro lado, quem tem a possibilidade de esperar poderá encontrar um cenário mais vantajoso no futuro, caso o Banco Central decida manter um ciclo contínuo de redução dos juros.

Reportagem completa

Compartilhe

Tags