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Pesquisadora da UFRPE alerta para seca mais intensa e calor acima da média no Nordeste com avanço do El Niño

Durante entrevista à Rádio Jornal, pesquisadora afirmou que o fenômeno deve reduzir as chuvas na região e intensificar os eventos climáticos extremos

Por JC Publicado em 31/07/2026 às 17:19 | Atualizado em 31/07/2026 às 17:24

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O avanço do El Niño deve provocar uma redução significativa das chuvas no Nordeste e elevar as temperaturas nos próximos meses, segundo a professora e pesquisadora da Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE), Soraya El-Deyer. A avaliação foi feita durante entrevista ao programa Passando a Limpo, da Rádio Jornal.

De acordo com a especialista, enquanto as regiões Sul e Sudeste devem registrar volumes de chuva acima da média e maior ocorrência de vendavais e tempestades, o cenário para o Norte e o Nordeste é o oposto, com estiagens mais prolongadas e calor mais intenso.

Nordeste deve enfrentar menos chuva e temperaturas mais elevadas

Soraya explicou que as projeções indicam uma diminuição severa da precipitação na região, ampliando o período de seca.

"Quando a gente faz o deslocamento para Norte e Nordeste, a gente tem um quadro exatamente oposto. A gente vai ter uma previsão de uma diminuição severa da precipitação, significa que a gente vai ter um aumento do período de seca (...), mas vai aumentar a temperatura, então este verão será ainda mais quente", afirmou.

Segundo ela, o Centro-Oeste também deverá enfrentar um cenário de instabilidade, alternando longos períodos de estiagem com chuvas intensas e concentradas.

Pico do fenômeno deve ocorrer entre outubro e dezembro

Durante a entrevista, a pesquisadora afirmou que as agências responsáveis pelo monitoramento climático trabalham com a possibilidade de um "super El Niño". Segundo ela, o aquecimento das águas do Oceano Pacífico deve atingir o pico entre outubro e dezembro, enquanto os reflexos no clima brasileiro poderão ser sentidos até janeiro ou fevereiro do próximo ano.

A professora ressaltou que o fenômeno potencializa os efeitos das mudanças climáticas, aumentando a frequência e a intensidade de eventos extremos, como vendavais, chuvas intensas e períodos de seca.

Medidas de adaptação

Como forma de reduzir os impactos das mudanças climáticas, Soraya defendeu a ampliação da arborização urbana, a preservação das áreas verdes e o fortalecimento das chamadas soluções baseadas na natureza.

Ela também recomendou que estados e municípios ampliem a cooperação com universidades para desenvolver estratégias de adaptação e enfrentamento aos eventos climáticos extremos.

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