Ministro da Pesca e Aquicultura sobre abertura do mercado chinês para miúdos brasileiros: "Estamos muito perto de ver isso acontecer"
André de Paula destacou à Rádio Jornal que reconhecimento da China amplia oportunidades para exportações de proteína animal brasileira
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O reconhecimento de todo o território brasileiro como área livre de febre aftosa sem vacinação pela China abre caminho para a ampliação das exportações de produtos de origem animal e pode acelerar uma antiga demanda do agronegócio nacional: o acesso ao mercado chinês para miúdos bovinos e suínos.
Em entrevista ao programa Passando a Limpo, da Rádio Jornal, o ministro da Pesca e Aquicultura, André de Paula, classificou a decisão como uma conquista histórica, resultado de décadas de negociação entre os dois países.
Segundo ele, a medida é determinante para ampliar a presença dos produtos brasileiros no maior mercado consumidor do mundo.
Reconhecimento encerra negociação de décadas
Durante a entrevista, André de Paula lembrou que o Brasil buscava esse reconhecimento há mais de vinte anos e que o processo ganhou força após a certificação internacional concedida pela Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA) em 2025.
Até então, o status sanitário era reconhecido de forma regionalizada, contemplando apenas determinados estados brasileiros. Com a nova decisão chinesa, o reconhecimento passa a valer para todo o território nacional.
“Quando o presidente Lula esteve no ano passado para receber esse reconhecimento, vinte e duas novas unidades federativas foram reconhecidas como zona livre de febre aftosa sem vacinação”, destacou.
Para o ministro, a decisão fortalece a posição brasileira nas negociações internacionais e amplia as oportunidades de acesso a mercados considerados estratégicos.
Governo aposta na abertura de novos mercados
André de Paula também relacionou o anúncio ao esforço do governo federal para ampliar a presença do agronegócio brasileiro no exterior. De acordo com ele, o número de mercados abertos para produtos brasileiros mais do que dobrou nos últimos anos – a meta é alcançar 700 mercados até o fim do ano.
“Só para você ter uma ideia: no governo anterior nós tivemos 272 novos mercados abertos. No governo do presidente Lula, até esse momento, 616 novos mercados para os nossos produtos foram abertos”, afirmou.
China pode ampliar compras de produtos brasileiros
Ao comentar os próximos passos da relação comercial entre os dois países, André de Paula afirmou que a expectativa é positiva para a abertura do mercado chinês aos miúdos bovinos e suínos, segmento considerado altamente promissor para os exportadores brasileiros.
Ele destacou que existe interesse tanto do lado brasileiro quanto do lado chinês, o que tende a facilitar o avanço das negociações. Segundo de Paula, a competitividade da produção agropecuária nacional continua sendo um dos principais diferenciais do Brasil nas negociações internacionais.
“Esse é, sem dúvida, hoje o grande sonho dos produtores brasileiros. E eu quero te dizer que nós estamos muito, mas muito perto de ver isso acontecer”, afirmou.