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Violência no campo: assassinatos dobram em 2025 com avanço de massacres no Norte do Brasil

Relatório da Comissão Pastoral da Terra revela que, embora o número geral de conflitos tenha diminuído, a letalidade aumentou.

Por Rádio Jornal Publicado em 06/05/2026 às 8:38

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A tensão nas áreas rurais brasileiras atingiu um novo pico de letalidade. É o que apontam os dados mais recentes do relatório "Conflitos no campo 2025", divulgado pela Comissão Pastoral da Terra (CPT). O documento revela uma estatística alarmante: o número de assassinatos dobrou de um ano para o outro, saltando de 13 para 26 casos.


Publicado anualmente desde a década de 1980, o levantamento é um dos principais termômetros da violência agrária no país. Os dados de 2025 demonstram que os fazendeiros são os principais envolvidos nessas mortes, estando ligados, direta ou indiretamente, a cerca de 77% dos casos registrados.

Massacres e a concentração de mortes na região Norte


A letalidade rural no Brasil tem um endereço geográfico claro. Mais de 60% dos assassinatos registrados pelo relatório se concentram na região Norte do país. Os estados de Rondônia e Pará lideram as estatísticas de violência.


Um agravante revelado pelo documento é a ocorrência de dois grandes massacres nesses mesmos estados. Com três mortes registradas em cada um desses massacres (no Pará e em Rondônia), esses episódios violentos representam, juntos, quase um quarto de todos os assassinatos contabilizados no país durante o ano.

 

Confira a reportagem na íntegra:

 

Impunidade como combustível da violência


Para a Comissão Pastoral da Terra, o aumento drástico nas execuções tem uma causa central. Plácido Júnior, agente pastoral da CPT em Pernambuco, aponta que a impunidade é um dos maiores responsáveis pela continuidade da violência no campo.


"A impunidade, ela é um alimento da violência no campo. O latifúndio, o agronegócio assassina trabalhadores, trabalhadoras, destrói casas das famílias, ameaça, expulsa e nada acontece com quem comete esses crimes", denuncia Plácido.


Segundo o agente, a falha do Estado e do judiciário em responsabilizar os mandantes envia uma mensagem perigosa à sociedade. O fechamento de olhos por parte das autoridades apenas gera mais violência.

 

Queda geral de conflitos e novas violações


Apesar da escalada letal, o relatório apresenta um dado paradoxal: houve uma redução no total geral de conflitos registrados no país. As ocorrências caíram de mais de 2.200 no ano anterior para 1.593 em 2025. Consequentemente, o número total de vítimas afetadas também despencou de 1.181 para 581 pessoas.


No entanto, a diminuição numérica esconde o crescimento de outras graves violações de direitos humanos. O documento da CPT destaca um aumento preocupante em casos de:

Prisões;
Humilhações;
Cárcere privado.


Parte significativa dessas violações está relacionada a ações policiais em estados como Bahia e Rondônia, afetando diretamente comunidades rurais, povos indígenas e trabalhadores sem terra.

A saída: democratização e demarcação de terras


A solução para frear o derramamento de sangue passa diretamente pela ação do Estado. A CPT defende que a política pública mais eficiente para garantir a paz é democratizar o acesso à terra.


O avanço na reforma agrária e a demarcação oficial de territórios indígenas, quilombolas e de comunidades tradicionais são apontados como os caminhos fundamentais. O Brasil, conhecido como um dos países que mais concentra terras no mundo, já possui os mecanismos para essas ações; o que falta, segundo Plácido Júnior, é "vontade política".

Texto gerado com auxílio de inteligência artificial

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