Incêndios residenciais crescem quase 30% em Pernambuco; saiba como proteger sua casa
Corpo de Bombeiros alerta que vazamentos de gás e fiação elétrica antiga são as principais causas
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A Região Metropolitana do Recife (RMR) concentra a maior parte dos incêndios urbanos em Pernambuco, impulsionada pela alta densidade populacional e pela grande quantidade de edificações. Recentemente, os números acenderam um alerta: entre janeiro e abril de 2026*, o estado registrou 284 ocorrências de incêndio em residências, englobando casas e apartamentos.
Esse dado representa um aumento de aproximadamente 29% em comparação ao mesmo período de 2025, que teve 220 registros. Em todo o ano passado, foram contabilizadas 630 ocorrências desse tipo no estado.
Confira a reportagem na íntegra:
Vazamentos de gás e sobrecarga elétrica lideram as causas
O Major João Paulo, assessor de comunicação do Corpo de Bombeiros Militar de Pernambuco (CBMPE), aponta que o crescimento está diretamente ligado a problemas elétricos e vazamentos de gás. A corporação alerta que esses sistemas exigem manutenções periódicas, que devem ser realizadas a cada três a cinco anos.
Para garantir a segurança no ambiente doméstico, os moradores devem estar atentos a dois fatores principais:
- Botijão de gás: É fundamental respeitar a validade da mangueira e do relógio regulador de pressão. Além disso, a limpeza para retirada de gordura da válvula é essencial para evitar acidentes.
- Rede elétrica: O grande perigo atual é a sobrecarga do sistema. Muitas casas possuem redes elétricas e cabeamentos dimensionados há 15 ou 20 anos, que não são compatíveis com a quantidade de equipamentos tecnológicos e de conforto usados hoje, como panelas elétricas e aparelhos de ar-condicionado.
O que fazer em caso de incêndio?
Se o fogo começar, a prioridade absoluta é a preservação da vida. O Major João Paulo explica que residências unifamiliares (casas soltas) não têm obrigatoriedade de possuir extintores, ao contrário de imóveis multifamiliares (prédios).
A regra de ouro é: se você não sabe usar o extintor, não tente combater as chamas. O protocolo correto exige que o morador abandone o local imediatamente. Se o ambiente já estiver com fumaça, saia agachado para facilitar a respiração e ligue para o Corpo de Bombeiros no número 193. A chamada é gratuita, funciona 24 horas por dia e atende a todas as regiões do estado, incluindo o arquipélago de Fernando de Noronha.
Veículos e vegetação também preocupam
Embora o aumento nas residências chame a atenção, outras frentes também demandam trabalho intenso da corporação. No ano de 2025, Pernambuco registrou 399 incêndios em veículos terrestres, geralmente causados por falhas mecânicas e elétricas.
No entanto, o topo do ranking de atendimentos ainda pertence aos incêndios em vegetação, que disparam durante o período de estiagem: foram 1.305 ocorrências registradas no ano passado.
Segundo o Corpo de Bombeiros Militar de Pernambuco (CBMPE): "Os incêndios em vegetação aumentam significativamente nos meses mais quentes e secos do ano, especialmente entre setembro e março, quando há baixa umidade, altas temperaturas e maior incidência de queimadas irregulares. No interior do Estado, especialmente no Agreste e Sertão, esse tipo de ocorrência tende a ser mais frequente por conta das condições climáticas e das áreas rurais extensas."
*Os dados foram encaminhados à produção da Rádio Jornal no dia 28 de abril de 2026
Texto gerado com auxílio de inteligência artificial