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Como evitar a desidratação no Carnaval? Veja a quantidade ideal de água para não passar mal na folia

Endocrinologista do Hospital Santa Joana Recife alerta: álcool acelera perda de líquidos; saiba intercalar bebidas e fugir da insolação.

Por Rádio Jornal Publicado em 16/02/2026 às 7:30

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O combo de calor intenso, aglomerações e consumo de álcool faz do Carnaval um período crítico para a saúde do corpo. A diversão pode acabar mais cedo se o folião ignorar dois vilões silenciosos: a insolação e a desidratação.


Sintomas comuns como boca seca, dor de cabeça e tontura são os primeiros sinais de alerta de que o organismo está entrando em colapso pela falta de líquidos. Para evitar que isso aconteça, a regra é clara: a hidratação deve ser preventiva e constante.

 

A armadilha do álcool e a "falsa frescura"

 

Muitos foliões acreditam que a cerveja ou os drinks gelados ajudam a hidratar, mas a ciência diz o contrário. Segundo Isabel Oliveira, endocrinologista do Hospital Santa Joana Recife, a bebida alcoólica passa uma "falsa sensação de frescor".


Na prática, o álcool age como um diurético potente. Em vez de reter líquido, ele acelera a perda, fazendo com que o folião urine mais e desidrate com maior facilidade, especialmente quando somado à sudorese excessiva causada pelo mormaço dos blocos.

 

A regra de ouro: quanto beber de água por hora?

 

Em dias normais, o corpo exige cerca de 35 a 40 ml de água por quilo (uma média de 2,5 a 3 litros diários). No Carnaval, essa necessidade aumenta drasticamente.


Para manter o corpo funcionando bem, a estratégia recomendada pelos especialistas é:


1. Consumo regular: Beber entre 350 ml e 500 ml de água a cada hora de folia.
2. Intercalação: Para cada dose de bebida alcoólica, consuma imediatamente 500 ml de água ou uma garrafa equivalente.
"Lembrar de tomar uma garrafinha de água de 350 ml ou (...) levar sua garrafa de água com a sua água armazenada, garrafa de 1 L, 1,5 L, 2, e repondo ao longo da folia".

 

Perigos ocultos: gelo sujo e compartilhamento de copos

 

Além da desidratação, o Hospital Israelita Albert Einstein faz um alerta sobre a contaminação. O isopor e os coolers onde as bebidas são armazenadas podem acumular bactérias nocivas. A recomendação é higienizar muito bem esses recipientes antes de sair de casa.


Outro ponto de atenção são as viroses respiratórias e gastrointestinais. Para se proteger no meio da multidão, a regra é não compartilhar copos e talheres sob nenhuma hipótese.

 

Proteção física contra o sol

A hidratação interna deve ser complementada com a proteção externa. Para quem vai enfrentar os blocos de rua durante o dia, o uso de bonés, chapéus e roupas leves é obrigatório para evitar a insolação e o superaquecimento do corpo.

 

Acompanhe a reportagem na íntegra:

 

*Texto escrito com auxílio de inteligência artificial, com base em conteúdo original da Rádio Jornal, e sob supervisão e análise de jornalistas profissionais.

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