Carnaval do Recife valoriza multiculturalidade e diversidade das ruas, diz presidente da Fundação de Cultura
Marcelo Canuto destaca que a festa da cidade é marcada por manifestações populares e diversidade cultural, com mais de 3 mil apresentações neste ano
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O Carnaval do Recife começa com expectativa positiva, celebração da multiculturalidade e ampla operação da cidade, segundo Marcelo Canuto, presidente da Fundação de Cultura do Recife.
Em entrevista ao programa Passando a Limpo, da Rádio Jornal, na manhã desta quinta-feira (12), ele detalhou a logística da festa, a distribuição dos palcos e o papel das manifestações populares.
"O Recife é o Carnaval da Rua"
A entrevista com Canuto reforçou a pluralidade da festa de Momo na capital pernambucana: "a cara do Recife é o Carnaval da Rua. Quando você andar em Água Fria, no Alto José do Pinho ou onde for, não tem como não cruzar com orquestra, com bloco, com alguma agremiação popular".
Já no que tange ao fomento do poder público no carnaval, o presidente da Fundação conta que foram contratadas cerca de 3 mil apresentações, sendo 98% de artistas locais e 57% de manifestações da cultura popular, como maracatu, bois, caboclinhos e orquestras de frevo.
Ainda de acordo com Marcelo, mais de 400 orquestras de frevo se apresentarão durante o período, oferecendo oportunidades para artistas que não vivem exclusivamente da música.
"É um grande alento, aquece a cadeia da cultura e, acima de tudo, faz a cara do Recife. O que faz a riqueza do Carnaval é a rua cheia, com diversidade e colorido, e não apenas os grandes palcos do Marco Zero", acrescentou.
Abertura oficial do carnaval do Recife
Canuto destacou que a subida do Galo da Madrugada se consolidou como tradição e simboliza o início da festa. Para isso, a Prefeitura do Recife atua em diferentes frentes: "É uma grande operação, envolve muito mais do que cultura: mobilidade, limpeza urbana, serviços de saúde… a cidade fica toda mobilizada".
O Galo subiu na noite de ontem, quarta-feira (11). Já a abertura dos shows será hoje, quinta (12), com o projeto Dominguinho, que reúne João Gomes, Jotapê e Mestrinho, além de outros tantos artistas que sobem ao palco do Marco Zero.
Além do polo principal, o carnaval contará com 50 palcos espalhados pela cidade, sendo 13 de grande porte e 37 menores, incluindo palcos infantis. "Com isso, conseguimos atender melhor, sem que a população precise se deslocar do subúrbio para o centro".
Mobilidade, segurança e limpeza
Para facilitar o deslocamento durante o Carnaval, a Fundação de Cultura orienta que o público utilize transporte coletivo ou aplicativos de mobilidade. "Temos três estacionamentos próximos, mas a demanda é grande. O ideal é deixar o carro antes e usar ônibus ou aplicativos", explicou o presidente.
A segurança também será reforçada. "É uma operação conjunta com a Polícia Militar e a Guarda Municipal. Contamos ainda com câmeras de monitoramento em pontos estratégicos e uma central que acompanha tudo em tempo real".
Havendo qualquer intercorrência, as equipes se deslocam imediatamente para avaliar o quadro e auxiliar os foliões, explicou Marcelo.
O ordenamento urbano também não foi esquecido. Após cada apresentação, uma equipe de limpeza recolhe cerca de 40 toneladas de material reciclável, garantindo que a cidade esteja pronta para receber turistas e público no dia seguinte.