Carnaval inclusivo: estratégias para garantir a diversão de crianças neurodivergentes
Especialista alerta sobre o excesso de estímulos da folia e reforça a importância da previsibilidade para evitar crises de ansiedade.
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Cores vibrantes, música alta e multidões definem o Carnaval, mas o que é alegria para muitos pode se tornar um desafio sensorial para crianças neurodivergentes, especialmente aquelas com Transtorno do Espectro Autista (TEA). O excesso de estímulos exige atenção redobrada dos pais e organizadores para garantir que a festa seja sinônimo de inclusão, e não de sofrimento.
Para evitar crises de ansiedade, a psicóloga Ednalva Mariano, da clínica Mundos, aponta que a preparação deve começar muito antes de sair de casa. A palavra-chave para o sucesso do passeio é previsibilidade.
A importância do "ensaio" e da antecipação
Segundo a especialista, antecipar o cenário ajuda o cérebro da criança a se organizar, diminuindo o medo do desconhecido. É fundamental explicar o que é o Carnaval, como será o ambiente, os sons e as fantasias.
Para tornar essa explicação concreta, a psicóloga sugere o uso de recursos visuais:
• Mostrar fotos e vídeos de carnavais anteriores;
• Contar "historinhas sociais" sobre a festa;
• Ensaiar em casa colocando música por alguns minutos;
• Experimentar a fantasia antecipadamente para testar o conforto.
Kits de conforto e limites sensoriais
Durante a festa, a adaptação do ambiente é crucial. A recomendação inclui o uso de abafadores de ruídos para minimizar o impacto sonoro e a oferta constante de água para hidratação. Além disso, é vital respeitar a vontade da criança caso ela recuse o uso de maquiagens ou fantasias que incomodem a pele.
A inclusão real, segundo Mariano, acontece quando se respeitam os limites sensoriais de cada indivíduo. Escolas e blocos de carnaval podem colaborar criando espaços de acolhimento e descanso, oferecendo horários flexíveis e atividades diversificadas para quem não quiser participar da agitação principal.
O plano de saída
Mesmo com toda a preparação, imprevistos acontecem. Por isso, uma orientação fundamental para os pais é ter um "plano de saída" estabelecido. É importante combinar sinais claros com os filhos para que eles possam comunicar quando não estão mais confortáveis.
Ao identificar esses sinais, a família deve estar pronta para ir embora sem julgamentos, garantindo que a experiência se encerre antes de se tornar traumática.
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*Texto escrito com auxílio de inteligência artificial, com base em conteúdo original da Rádio Jornal, e sob supervisão e análise de jornalistas profissionais.