Quem é Estela Aranha, ministra do TSE que proibiu Globo de exibir púlpito vazio de Lula
Bacharel em direito pela USP, Aranha chegou ao tribunal em 2025 após passar pelo Ministério da Justiça e pela Presidência da República
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A decisão da ministra Estela Aranha, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), mudou as regras do debate presidencial que seria realizado pela TV Globo na noite desta quinta-feira (1º).
A magistrada proibiu a emissora de exibir o púlpito vazio reservado ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que havia anunciado que não participaria do encontro, e também impediu que os demais candidatos dirigissem perguntas ao espaço destinado ao petista. A decisão foi tomada após um pedido apresentado pela coligação de Lula.
A Globo acabou cancelando o debate depois de decisões judiciais relacionadas ao encontro e da desistência de Flávio Bolsonaro (PL), que havia anunciado que não participaria do programa.
Quem é Estela Aranha
Estela Aranha é formada em Direito pela Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo (USP) e ocupa uma das cadeiras destinadas a juristas no TSE. Ela tomou posse como ministra efetiva da Corte em 1º de agosto de 2025, para um mandato de dois anos, após ser nomeada por Lula a partir de uma lista tríplice encaminhada pelo Supremo Tribunal Federal (STF).
Antes de chegar ao tribunal, Estela atuou no governo federal como secretária nacional de Direitos Digitais do Ministério da Justiça e Segurança Pública, durante a gestão de Flávio Dino.
Posteriormente, trabalhou como assessora especial da Presidência da República. Em dezembro de 2024, também foi apresentada no Senado como integrante do Conselho Consultivo de Alto Nível da ONU para Inteligência Artificial.
A relação de Estela com o TSE começou em 2025, atuando como assessora no Gabinete da Presidência do tribunal, além de já ter trabalhado anteriormente como assessora da ministra Cármen Lúcia.
A trajetória profissional da jurista é marcada pela atuação em temas relacionados a direitos digitais, tecnologia e inteligência artificial, antes de chegar à Justiça Eleitoral.
*Com informações do Estadão Conteúdo