Na Fiepe, Raquel Lyra destaca importância de estradas e segurança para destravar investimentos: "Ninguém investe num lugar que não é seguro"
Diante de representantes do setor produtivo, a candidata à reeleição afirmou que a redução da criminalidade é necessária para ampliar investimentos
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A segurança pública foi apresentada pela governadora Raquel Lyra (PSD) como uma condição relevante para o crescimento econômico de Pernambuco durante o Diálogo com os Candidatos, promovido pela Federação das Indústrias do Estado de Pernambuco (Fiepe), no Recife.
Diante de representantes do setor produtivo, a candidata à reeleição afirmou que a redução da criminalidade é necessária para ampliar a confiança dos empresários e atrair novos investimentos. “Ninguém investe num lugar, ou amplia seu negócio num lugar, num estado que não é seguro”, declarou.
O argumento apareceu na reta final de uma apresentação em que Raquel buscou associar os resultados de sua administração à retomada da capacidade de investimento do Estado. Além da segurança, a governadora destacou obras de infraestrutura, ambiente de negócios, tecnologia, educação, habitação e saneamento. A Fiepe também recebeu João Campos (PSB) e Ivan Moraes (PSOL).
Segurança para o ambiente de negócios
Raquel afirmou que colocou sob sua responsabilidade a liderança da política de segurança pública e citou o programa Juntos pela Segurança, que, segundo ela, já recebeu mais de R$ 2 bilhões em investimentos. A candidata também destacou a contratação de cerca de 8 mil profissionais para a área e a construção e requalificação de estruturas das forças de segurança.
Segundo Raquel, Pernambuco registrou em agosto o melhor resultado da série histórica dos indicadores de segurança, iniciada em 2002. A governadora afirmou que o Estado alcançou a maior redução de homicídios de sua história e uma queda de aproximadamente 40% nos crimes contra o patrimônio.
Apesar de utilizar os números para defender a política adotada, Raquel fez uma ressalva ao avaliar os resultados. “Não tá do jeito que eu quero ainda não. Não tá do jeito que Pernambuco precisa”, afirmou.
Estradas para destravar investimentos
A infraestrutura foi outro eixo central da apresentação. Raquel afirmou que o governo já recuperou 1.650 quilômetros de rodovias e tem outros 1.500 quilômetros em obras. Também anunciou mais R$ 2 bilhões para intervenções e manutenção das estradas.
A candidata citou a duplicação da BR-232, a expansão da rodovia até Serra Talhada e o início das obras do Arco Metropolitano. Ao defender a política de recuperação da malha viária, afirmou que a falta de infraestrutura por anos prejudicou a capacidade de Pernambuco de crescer. “Estrada ser prioridade não é discurso. É atitude, coragem, trabalho e dinheiro”, disse.
Transnordestina e Suape
A Transnordestina também foi apresentada como peça estratégica para a economia estadual. Raquel voltou a criticar a retirada de Pernambuco do projeto original e afirmou que sua gestão atuou junto ao governo federal para recolocar o Estado na discussão.
A governadora aposta ainda no interesse da iniciativa privada para a execução da obra, citando empresas e fundos estrangeiros interessados na conexão ferroviária com Suape. No porto, ela destacou a dragagem dos canais, a requalificação do molhe e a implantação de um novo terminal de contêineres.
Menos burocracia e mais crédito
Diante dos empresários, Raquel também defendeu medidas para melhorar o ambiente de negócios. A governadora citou mudanças na legislação tributária, o programa de regularização de contribuintes e a redução de multas e juros.
A ampliação do crédito para empreendedores e a criação de mecanismos de financiamento também foram defendidas como formas de estimular a atividade econômica. Na avaliação da candidata, o Estado precisa atuar como indutor do desenvolvimento, sem transformar a fiscalização tributária em um instrumento exclusivamente punitivo.
Na discussão sobre a reforma tributária, Raquel defendeu que Pernambuco tenha participação ativa na regulamentação do novo sistema de distribuição de recursos, de forma a preservar a capacidade de investimento estadual. “É preciso criar consensos em Pernambuco”, afirmou.
Tecnologia depende de qualificação
A governadora também citou investimentos em tecnologia e inovação, entre eles o Inova PE, e defendeu políticas de crédito e financiamento para empresas do setor.
Ao mesmo tempo, reconheceu que o crescimento da área depende da formação de mão de obra qualificada. Para Raquel, Pernambuco precisa ampliar os investimentos em educação para preparar profissionais capazes de atender às novas demandas do mercado tecnológico.
Balanço de obras e emprego
Na tentativa de demonstrar que o Estado já atravessa um ciclo de retomada, Raquel afirmou que Pernambuco criou mais de 200 mil empregos formais nos três anos e meio de sua gestão. A taxa de desemprego, segundo ela, caiu de aproximadamente 15% para pouco mais de 8%, com expectativa de chegar a 7% até o fim do ano.
A candidata atribuiu parte da capacidade de investimento ao ajuste fiscal realizado no primeiro ano de governo. Segundo ela, foram economizados cerca de R$ 2,5 bilhões em despesas de custeio, o que permitiu ampliar a contratação de operações de crédito e financiar obras.
Raquel afirmou que o governo chegou a julho com R$ 5,5 bilhões investidos em obras públicas, entre intervenções em estradas, abastecimento de água, saúde, educação e habitação.
Social
Na área social, a governadora destacou o programa Morar Bem e afirmou que mais de 26 mil unidades habitacionais foram entregues durante sua gestão. Também citou os investimentos previstos após a concessão dos serviços da Compesa, estimados em mais de R$ 21 bilhões.
Ao encerrar a participação, Raquel apresentou a continuidade dos investimentos como principal argumento para buscar um segundo mandato. A candidata afirmou que Pernambuco estaria preparado para um novo ciclo de desenvolvimento e voltou a defender uma gestão baseada na execução de obras.
A defesa da continuidade veio acompanhada ainda de uma posição favorável ao fim da escala de trabalho 6x1.