Política | Notícia

Federação União Progressista se reúne em Pernambuco para definir apoio e coligação nas eleições

Lideranças da federação discutem apoio ao governo e participação do União Brasil na aliança durante convenção realizada nesta quarta-feira (5)

Por Fagner Clemente, Mariana de Sousa Publicado em 05/08/2026 às 16:19 | Atualizado em 05/08/2026 às 16:58

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Membros da diretoria da Federação União Progressista em Pernambuco se reuniram na manhã desta quarta-feira (5), durante convenção, para alinhar interesses e posicionamentos para a eleição de outubro.

Entre os presentes estiveram o vice-presidente nacional da federação e presidente nacional do Progressistas, Ciro Nogueira, além de Eduardo da Fonte, presidente da federação em Pernambuco e do PP no estado; os deputados Lula da Fonte (PP), Fernando Filho (União Brasil) e Antônio Coelho, irmãos do ex-prefeito de Petrolina Miguel Coelho.

A reunião deliberou sobre a formação de coligação partidária para as eleições majoritárias, além da discussão para a definição da denominação da coligação, caso venha a ser constituída.

O principal impasse envolve a decisão do União Brasil sobre integrar formalmente a aliança com a governadora Raquel Lyra (PSD). Segundo o deputado Fernando Filho (União Brasil), o partido mantém o apoio à candidatura de Eduardo da Fonte ao Senado, mas a participação na coligação governista ainda está em discussão.

"Hoje não tem divergência em relação à candidatura de Dudu. A gente sempre defendeu que os dois partidos pudessem apresentar os seus candidatos. Não é porque Miguel não é candidato que a gente acha que o problema se encerra. A conversa não quebra", afirmou.

Fernando Filho disse ainda que a decisão envolve a participação formal do União Brasil na aliança. Segundo ele, o partido ainda está na condição de apoiador, mas não coligado.

"O que a gente sempre ouviu ao longo desses seis meses era de que a posição do União Brasil era irrelevante nessa coligação e que estava tudo garantido. Parece que fizeram algumas reflexões pelo lado dos assessores da governadora, de que é importante ter o apoio do União. Então, vamos conversar", declarou.

O deputado afirmou que existe a possibilidade de revisão da decisão nacional sobre a participação do partido na aliança em Pernambuco. "O presidente Rueda disse ao presidente Ciro que a decisão que é estadual, de tomar, ele vai referendar com o partido União", disse.

Eduardo da Fonte, presidente da Federação União Progressista em Pernambuco, afirmou que a demora para a definição ocorre porque os partidos estão ampliando as discussões. Segundo ele, o processo representa uma construção política e não um impasse.

"Nenhum impasse. Pelo contrário, é ampliando as construções. Nós estamos em um processo de ampliação, não num processo de impasse", afirmou.

O parlamentar disse que a federação busca apresentar uma demonstração de força política ao lado da governadora Raquel Lyra e que a definição segue um planejamento estabelecido.

"Estamos em um processo de construção também. Esse impasse da aglutinação política faz parte da construção da unidade política. Vamos construir isso com muita tranquilidade", declarou.

Eduardo também afirmou que a federação trabalha para fortalecer a chapa governista e destacou que a decisão será coletiva.

"Não é uma decisão individual. É uma decisão coletiva, que mostra que tem grupo político, que mostra que tem força política para o bem de Pernambuco. Não é um projeto que atende A ou B. É um projeto coletivo de força, de tranquilidade e de unidade", afirmou.

O deputado Lula da Fonte reforçou que a federação já possui uma chapa oficial alinhada com a governadora Raquel Lyra e afirmou que o deputado Mendonça Filho (União Brasil) não fará parte dessa composição.

"A gente respeita a história, a trajetória do deputado Mendonça Filho, mas ele não faz parte da chapa oficial. Isso foi uma condução da governadora Raquel Lyra através da sua liderança. Então, ele não terá o apoio da Federação União Progressistas e não terá, consequentemente, também o nosso apoio", declarou.

Lula da Fonte afirmou ainda que o apoio da federação à governadora está definido. "A maioria dos nossos quadros, a maioria dos nossos filiados entendem que a governadora vem fazendo um brilhante trabalho e isso, com certeza, através de uma chapa majoritária com o deputado Eduardo da Fonte e com o deputado Filipe Gadelha para disputar o Senado Federal, a federação está absolutamente contemplada", disse.

Já o deputado Túlio Gadêlha (PSD), que integra a composição defendida pela governadora para o Senado, afirmou que a candidatura lançada pelo PL não representa o governo estadual.

"É importante ressaltar que o PL, o partido de Bolsonaro, não está coligado com Raquel. O PL lançou uma candidatura avulsa, que não foi dialogada com a governadora. Por isso, tenho completa tranquilidade de que isso não representa o governo da governadora Raquel Lyra", afirmou.

Segundo Gadêlha, a federação ainda precisa formalizar a decisão sobre o apoio ao Senado. "Nada adianta um partido declarar apoio se a federação não se posicionar. E é por isso que hoje a federação está reunida aqui, em sua maioria, democraticamente, e vai decidir quem eles vão apoiar para o Senado", disse.

Os parlamentares da direção da Federação União Progressista terão uma nova reunião marcada para as 16h desta quarta-feira (5), quando devem definir a posição sobre a coligação e o apoio formal para a disputa majoritária.

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