Mendonça Filho critica STF e reafirma apoio a Flávio Bolsonaro na disputa pela Presidência
Candidato ao Senado pelo PL diz que pretende fortalecer Parlamento, critica decisões do Supremo e vincula campanha ao projeto presidencial do partido
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O candidato ao Senado pelo PL em Pernambuco, Mendonça Filho, afirmou nesta terça-feira (4) que pretende defender um maior protagonismo do Congresso Nacional diante do Supremo Tribunal Federal (STF), caso seja eleito nas eleições de outubro.
Durante a convenção estadual do PL, realizada no Recife, Mendonça criticou decisões da Corte sobre temas como drogas e aborto e vinculou sua candidatura ao projeto nacional do PL, que tem o senador Flávio Bolsonaro como candidato à Presidência da República.
A declaração ocorre em meio à estratégia do PL de ampliar sua presença no Senado nas eleições deste ano. Das 81 cadeiras da Casa, 54 serão renovadas em 2026, e o fortalecimento da bancada conservadora é tratado como uma das prioridades da legenda, que pretende ampliar sua influência nas pautas relacionadas à atuação do Congresso e à relação entre os Poderes.
A composição do próximo Senado também será relevante para pautas defendidas pelo grupo, entre elas a relação entre os Poderes e a atuação do STF.
Ao abordar a relação entre o Congresso e a Suprema Corte, Mendonça afirmou que não pretende desrespeitar as instituições, mas defendeu o que chamou de “equivalência” entre os Poderes e criticou decisões do STF que, segundo ele, interferem em matérias discutidas pelo Legislativo.
“Quem tem legitimidade para representar o povo brasileiro é o Parlamento, que é a Casa do Povo, e hoje eu vejo aqueles que têm rabo preso com medo. Eu não tenho medo, vou continuar lutando como sempre lutei. Não estou para desrespeitar ninguém, nenhuma instituição. Mas a gente não pode imaginar como normal um Parlamento seja subjugado pelo STF, seja diminuído pelo Supremo. Temos que ter equivalência, temos que ter respeito pelas instituições e fazer com que o Parlamento, a Casa do Povo, vocalize a vontade do povo”, afirmou.
Na sequência, o deputado citou temas como a criminalização do comércio de drogas e a legislação sobre aborto para defender que decisões sobre essas questões sejam tomadas pelo Congresso, dentro dos limites estabelecidos pela Constituição.
“Não dá para admitir que o Parlamento criminalize a comercialização de drogas e o Supremo vá lá e desmande. Não dá para admitir que a Constituição Federal, que o aborto tem requisitos para ser praticado no Brasil, e o Supremo queira desmanchar. A gente tem que respeitar a Casa do Povo, os valores da sociedade, a ordem e a Constituição Federal para que o Brasil possa progredir”, disse.
Projeto nacional do PL
Mendonça também associou sua candidatura ao Senado ao projeto nacional do PL e declarou que pretende atuar para ajudar a eleger Flávio Bolsonaro à Presidência da República. O senador foi oficializado como candidato do partido durante convenção nacional realizada no último dia 25 de julho, em São Paulo.
"Hoje o país está sem futuro e eu quero ajudar a resgatar esse caminho. Eu quero fazer com que Flávio Bolsonaro seja eleito presidente da República. Essa é a minha vontade, esse é o meu desejo e essa será a minha luta", declarou.
O deputado afirmou ainda que conversou com Flávio Bolsonaro e disse esperar a presença do senador em Pernambuco durante a campanha eleitoral, como parte da estratégia de fortalecimento do palanque do PL no Estado.
A vinculação entre as campanhas estadual e presidencial também foi reforçada pelo presidente estadual do PL, Anderson Ferreira. Durante a convenção, ele afirmou que os candidatos proporcionais da legenda atuarão de forma integrada para pedir votos tanto para Mendonça quanto para Flávio Bolsonaro.
"Quando você pedir um voto, peça voto para o nosso senador. Não esqueça que essa batalha é pelo Brasil. Peça voto pelo nosso presidente, Flávio Bolsonaro", afirmou.
A estratégia busca fortalecer simultaneamente a candidatura de Mendonça ao Senado e o palanque presidencial do PL em Pernambuco, ampliando a identificação da campanha estadual com o eleitorado conservador e bolsonarista.
Durante a convenção, outras lideranças do partido também direcionaram críticas ao STF. O deputado federal Coronel Meira defendeu o fortalecimento da bancada conservadora no Senado e afirmou que a eleição de novos parlamentares será importante para enfrentar o que classificou como uma "ditadura da toga" e a possibilidade de um impeachment do ministro Alexandre de Moraes.
"Mendonça Filho vai ter coragem no Senado Federal, com todos os outros senadores que nós vamos eleger no Brasil, para realizar o impeachment de um ministro do STF, quiçá Alexandre de Moraes", afirmou.
Meira também disse que o PL pretende ampliar sua representação no Congresso para defender pautas do campo conservador, como a anistia aos condenados pelos atos de 8 de janeiro.
"O jogo é maior. O jogo é em cima. A gente tem que ter, nas trincheiras em Brasília, deputados federais alinhados. A gente vive uma ditadura da toga", declarou.