Política | Notícia

Após abrir mão da candidatura, Miguel Coelho anuncia apoio a Mendonça Filho ao Senado

O ex-prefeito de Petrolina disse que mantém apoio à reeleição de Raquel, mas passa a pedir votos para Mendonça Filho, fora da chapa oficial ao Senado

Por Mariana de Sousa, Larissa Aguiar Publicado em 04/08/2026 às 17:31 | Atualizado em 04/08/2026 às 17:54

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Após a desistência de Miguel Coelho (UB) da disputa pelo Senado, anunciada no último sábado (1º) para preservar o projeto de reeleição da governadora Raquel Lyra (PSD), o ex-prefeito de Petrolina anunciou apoio à candidatura de Mendonça Filho (PL), nesta terça-feira (4), que disputa o Senado fora da chapa oficial da governadora, levando a uma nova reconfiguração da corrida pelas duas vagas na Casa Alta, embora ambos permaneçam aliados de Raquel na eleição para o Governo.

Poucas horas após a convenção do PL, que oficializou o nome do ex-ministro, Miguel reuniu seu grupo político e oficializou o apoio ao aliado. Durante o discurso, afirmou que a decisão foi construída após sua retirada da disputa e das conversas mantidas entre os dois nos últimos dias. "De sexta para cá, com tudo o que aconteceu, entendemos que surgiu um vácuo, apareceu um espaço para que um representante de centro-direita pudesse ser candidato ao Senado Federal", disse.

Ao justificar a escolha, Miguel destacou a trajetória política de Mendonça. "Nós estamos diante de uma pessoa que tem mais de 30 anos de vida pública dedicada a Pernambuco. Ninguém pode colocar uma vírgula fora do lugar da retidão, da postura e do caráter do nosso futuro senador Mendonça Filho", afirmou.

Na entrevista após o ato, o ex-prefeito reforçou que "o que mais se aproxima desse perfil, do que eu defendo e do que acredito e, acima de tudo, do que pode fazer por Pernambuco pelos próximos anos no Senado Federal, é o nosso senador Mendonça Filho".

O deputado federal afirmou que decidiu disputar o Senado após a saída de Miguel da chapa governista e avaliou que existia um "vácuo" para uma candidatura de centro-direita. "De sexta para cá, como vocês acompanharam, e com tudo que aconteceu, entendemos que surgiu um vácuo, apareceu um espaço para que um representante de centro direita pudesse ser candidato ao Senado Federal, junto e também dentro da base aliada da governadora Raquel Lira", declarou.

Mendonça acrescentou que, caso Miguel tivesse sido escolhido pela Federação União Progressista, estaria ao seu lado. "Estaria com Miguel se ele fosse escolhido pelo União Progressistas para ser candidato ao Senado. Como isso não foi possível, é uma situação da circunstância específica da própria federação."

Mendonça também disse que Miguel Coelho um dia será governador de Pernambuco e dará apoio a ele durante sua trajetória política.

O ex-prefeito de Petrolina também não descartou participar das eleições disputando outro cargo.

"Tem várias formas de poder disputar. Enfim, tenho recebido vários apelos para poder disputar, mas tenho dito e deixei isso muito claro: eu só sou candidato se for para reforçar, somar e fazer o União Brasil sair melhor. Se a gente entender que cabe para poder fazer mais e fazer mais deputado no União Brasil, entendemos que sim, mas não pode ser uma vontade minha apenas. Tem que ser uma construção de todos", disse Miguel.

Até a semana passada, Miguel era o nome do União Brasil para disputar uma das vagas ao Senado na Federação União Progressista. Após uma reunião com Raquel Lyra na madrugada de sábado, anunciou a retirada da pré-candidatura, afirmando que a decisão buscava evitar desgastes ao projeto de reeleição da governadora e reiterando que permaneceria em sua base política.

Miguel também afirmou que pretende mobilizar seu grupo político em favor do ex-ministro. "Tenho certeza que todo esse grupo aqui, não só do União Brasil, mas de prefeitos e deputados que a gente tem de outros partidos, irão não só acompanhar, não só votar em Mendonça, mas irão multiplicar essa mensagem", declarou.

Ao anunciar o apoio, Miguel afirmou que continuará apoiando Raquel Lyra e que não há rompimento com a governadora. "Vamos votar em Raquel, vamos fazer campanha para Raquel. Sempre disse que o projeto individual não pode se sobrepor a um projeto maior", ao falar que o União Brasil continuará na base do Governo.

Reconfiguração na disputa ao Senado

A saída de Miguel abriu caminho para que Eduardo da Fonte (PP) fosse homologado como candidato da federação ao Senado ao lado de Túlio Gadelha (PSD), completando a chapa majoritária governista. Horas depois, porém, o União Brasil aprovou em convenção uma posição diferente da defendida por Miguel.

O partido decidiu não integrar formalmente a coligação majoritária em Pernambuco e afirmou que levaria à direção nacional o impasse com o PP dentro da Federação União Progressista.

Embora Miguel mantenha o apoio à reeleição de Raquel, ele passa a pedir votos para um candidato diferente dos nomes da chapa da governadora.

Além da estrutura política da família Coelho, Mendonça também recebeu o respaldo do PL e anunciou que espera ampliar sua aliança nos próximos dias. "O Podemos deve anunciar o apoio à nossa candidatura na próxima quinta-feira. Amanhã haverá o anúncio de apoio do Novo. A cada dia que passa, vocês vão verificar o fortalecimento dessa candidatura", afirmou.

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