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União Brasil decide não formar coligação para Governo e Senado em Pernambuco

Após desistência de Miguel Coelho, convenção da sigla afirma que divergência com o PP persiste e será levada às instâncias da Federação

Por Pedro Beija Publicado em 01/08/2026 às 16:36 | Atualizado em 01/08/2026 às 16:39

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A convenção estadual do União Brasil decidiu, neste sábado (1º), não integrar a chapa majoritária das eleições de 2026 em Pernambuco e afirmou que manterá o entendimento de não formar coligação para os cargos de governador e senador no Estado.

A decisão foi tomada poucas horas depois de o ex-prefeito de Petrolina Miguel Coelho retirar sua pré-candidatura ao Senado, movimento que abriu caminho para a homologação do deputado federal Eduardo da Fonte (PP) como candidato da Federação União Progressista.

Em nota assinada pelo presidente nacional do União Brasil e da Federação União Progressista, Antonio Rueda, e pelo secretário-geral da legenda em Pernambuco, Carlos Andrade Lima, o partido informou que a convenção aprovou, por unanimidade, apenas a chapa de candidatos proporcionais que será submetida à convenção da federação.

Na mesma nota, a legenda afirma que, mesmo após a retirada da candidatura de Miguel Coelho ao Senado, deliberou pela não formação de coligação para os cargos de governador e senador em Pernambuco.

"Diante da retirada da postulação ao Senado Federal e por orientação expressa da Direção Nacional do União Brasil, a Convenção deliberou pela não formação de coligação para os cargos de Governador e Senador no Estado de Pernambuco", diz o comunicado.

O União Brasil também deixou claro que considera o impasse em torno da vaga ao Senado ainda aberto no âmbito da Federação União Progressista, formada por PP e União Brasil.

"A deliberação evidencia a divergência atualmente existente no âmbito da Federação em Pernambuco. O União Brasil manterá a posição aprovada por sua Convenção Estadual e defenderá esse entendimento perante as instâncias competentes da Federação", afirma a nota.

A posição da legenda contrasta com o discurso adotado mais cedo por Miguel Coelho. Ao anunciar a retirada da candidatura, o ex-prefeito afirmou que a decisão foi tomada após uma conversa com a governadora Raquel Lyra (PSD) e que o objetivo era preservar o projeto de reeleição da gestora.

Miguel também declarou que o União Brasil permaneceria ao lado da governadora nas eleições e pediu que seus aliados mantivessem o apoio à chapa governista. Após a divulgação da nota da convenção estadual, no entanto, o ex-prefeito não voltou a se manifestar sobre a decisão formal adotada pelo partido.

Eduardo da Fonte diz que Miguel tem "papel fundamental" no grupo governista

Apesar da posição adotada pelo União Brasil, o deputado federal Eduardo da Fonte, presidente da Federação União Progressista em Pernambuco, procurou sinalizar unidade após ser homologado candidato ao Senado pelo Progressistas. Durante a convenção do partido, ele elogiou Miguel Coelho e afirmou que o ex-prefeito terá papel importante na campanha da governadora Raquel Lyra.

"O papel de Miguel Coelho é fundamental nessa vitória, na vitória da governadora, na vitória desse conjunto político. Ele, sem dúvida, é um grande quadro da política e vai estar junto para que a gente possa mostrar a Pernambuco a maior vitória da história política de Pernambuco", declarou.

Questionado sobre qual função Miguel exercerá na campanha, Eduardo respondeu: "Ele será o que ele quiser. Ele é um grande quadro, um grande amigo. Vamos conversar de mãos dadas com o povo. Nós temos uma trajetória a percorrer por Pernambuco, uma responsabilidade muito grande no Estado".

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