Política | Notícia

Ministro da Fazenda nega "pautas-bomba" de Alcolumbre e diz que Fazenda busca diálogo com Congresso

Dario Durigan afirmou que governo pode recorrer ao STF caso projeto sobre dívidas rurais seja aprovado sem mudanças

Por Estadão Conteúdo Publicado em 18/06/2026 às 9:36 | Atualizado em 18/06/2026 às 9:42

Clique aqui e escute a matéria

O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou nesta quinta-feira (18) que o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), não tem conduzido “pautas-bomba” com potencial de aumentar os gastos públicos e prejudicar o governo federal.

Em entrevista ao portal Metrópoles, Durigan rejeitou a avaliação de que propostas em discussão no Congresso tenham como objetivo gerar impacto fiscal contra o Executivo. “Não concordo que ele esteja fazendo pautas-bomba”, afirmou.

Segundo o ministro, um dos principais temas em debate é o projeto relacionado às dívidas rurais, pauta que, de acordo com ele, também tem gerado pressão sobre o próprio presidente do Senado.

Fazenda mantém alerta sobre impacto das dívidas rurais

Durigan elogiou a condução das negociações sobre a renegociação das dívidas e destacou também a atuação do presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB). Para o ministro, o caminho é ampliar o diálogo político e construir alternativas para propostas que tenham impacto nas contas públicas.

Apesar disso, Durigan afirmou que o governo poderá recorrer ao Supremo Tribunal Federal (STF) caso o texto sobre as dívidas rurais avance sem alterações. De acordo com estimativas da Fazenda, a medida poderia representar um custo de até R$ 139,8 bilhões ao longo de 13 anos.

O ministro também negou que o Executivo esteja utilizando o STF para substituir negociações no Congresso. Segundo ele, o governo tem conseguido aprovar projetos no Legislativo e busca sensibilizar parlamentares sobre os efeitos fiscais das medidas em discussão.

Durigan afirmou ainda que eventuais ações no Supremo teriam como objetivo preservar o equilíbrio das contas públicas, e não resolver impasses políticos que poderiam ser tratados no Congresso.

Saiba como assistir aos Videocasts do JC

Compartilhe

Tags