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Apoio de Lula a João Campos repercute na Alepe, mas base de Raquel Lyra minimiza impacto

Parlamentares avaliam o cenário eleitoral de 2026 e ressaltam influência do presidente, mas descartam decisão automática do pleito.

Por Mariana de Sousa Publicado em 17/06/2026 às 17:36 | Atualizado em 17/06/2026 às 17:46

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O vídeo no qual o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) declarou apoio à pré-candidatura do ex-prefeito do Recife João Campos (PSB) para a disputa pelo Governo de Pernambuco em 2026 repercutiu na Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe). Entre parlamentares que integram a base da governadora Raquel Lyra (PSD) ou demonstram simpatia por sua gestão, o entendimento predominante é de que o apoio presidencial tem peso político, mas não será necessariamente decisivo para o resultado da eleição.

Para o deputado estadual pelo Podemos e aliado da governadora, Luciano Duque, o eleitor pernambucano costuma tomar decisões de forma independente e na sua interpretação, historicamente, o apoio de Lula nem sempre foi suficiente para definir as disputas estaduais.

"O povo de Pernambuco tem uma gratidão enorme por Lula. É um grande presidente, reconhecido internacionalmente. Mas o eleitor de Pernambuco reconhece no governo de Raquel um governo que vem fazendo mudanças importantes", disse. Para o parlamentar, a eleição deverá ser pautada pela comparação entre as gestões e pelas entregas realizadas até 2026.

Para o parlamentar, o apoio do presidente ao ex-prefeito acontece dentro de uma construção política nacional envolvendo o PSB, mas isso não impede que os eleitores façam uma avaliação própria da gestão estadual.

"Quem apostou todas as fichas de que Lula resolveria a eleição não deu muito certo. O povo de Pernambuco sempre fez escolhas com muita maturidade. É um povo libertário e independente", declarou.

Questionado sobre a possibilidade de Raquel buscar o apoio de Lula, Duque afirmou que qualquer candidato deseja contar com apoios políticos relevantes, mas observou que o PSB não admite a hipótese de um palanque duplo no Estado.

Já o deputado João Paulo (PT), que mantém boa relação com a governadora apesar de integrar o partido do presidente, disse não ter visto novidade no posicionamento de Lula.

"Acho que ele falou o que tinha que falar. Colocou qual é a posição oficial do partido", afirmou.

O petista também destacou que Lula mantém uma relação institucional positiva com o Governo de Pernambuco e tem contribuído com investimentos para o Estado. "Ele mesmo sabe que precisa dos votos da governadora Raquel, até porque ajudou e vem ajudando demais Pernambuco e o governo dela", declarou.

Para João Paulo, Lula exerce influência sobre o eleitorado pernambucano, mas que o apoio presidencial não garante vitórias. "Lula sempre influencia. Agora, não sei se vai decidir. Em muitos momentos ele se posicionou e não decidiu", afirmou, citando disputas anteriores em Pernambuco nas quais candidatos apoiados pelo presidente acabaram derrotados.

Base de João Campos

Do outro lado, o deputado estadual Cayo Albino (PSB), aliado de João Campos, afirmou que a declaração de apoio de Lula consolida um cenário político que, segundo ele, já era conhecido no estado e encerra interpretações divergentes sobre o posicionamento do presidente em Pernambuco.

“Isso é a comprovação daquilo que já sabíamos, e que agora põe fim a uma discussão e uma narrativa criada em Pernambuco por apoiadores da governadora, dizendo que o presidente Lula não teria um lado definido aqui no nosso estado. O presidente Lula deu um recado claro: em Pernambuco quem está com Lula está com João. Se trata de uma relação histórica e que deu muito certo com Eduardo governador e Lula presidente; assim será muito em breve, com João e Lula”, disse.

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