Base de Raquel Lyra desfaz "blocão" na Alepe após saídas de partidos
Líder do governo, Socorro Pimentel (PSD) afirma que novo arranjo amplia autonomia das siglas e mantém maioria alinhada ao Executivo
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A base aliada da governadora Raquel Lyra (PSD) na Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe) decidiu desfazer o chamado “blocão governista” e reorganizar sua atuação na Casa, após a saída de partidos e federações do agrupamento.
A mudança foi confirmada nesta sexta-feira (17) pela líder do governo, Socorro Pimentel (PSD), que afirmou que as legendas seguirão alinhadas ao Executivo, mas sem formação de bloco.
Em nota, a parlamentar afirmou que a mudança faz parte de uma estratégia para fortalecer a atuação da base, especialmente nas comissões temáticas da Assembleia.
“Estrategicamente, e neste momento, optamos por manter os partidos atuando de forma independente, o que tende a assegurar maior robustez da base governista nas comissões”, declarou.
Segundo Socorro, o novo arranjo ocorre em meio às mudanças provocadas pela janela partidária e busca ampliar a autonomia das legendas aliadas, além de favorecer a articulação interna.
“Esse formato também amplia a autonomia partidária e favorece uma integração mais orgânica entre seus membros”, afirmou.
A decisão ocorre após uma série de movimentações dentro da base governista na Alepe, incluindo a saída de partidos e federações do bloco que vinha sendo articulado para atuação conjunta.
Entre os grupos que passaram a adotar posição independente estão a federação PT/PCdoB/PV, que reúne oito deputados, e a federação União Progressista (União Brasil e Progressistas), com 11 parlamentares.
Apesar disso, parte dessas bancadas mantém alinhamento com o governo em votações, o que tem sido apontado por aliados como fator para sustentar a base no plenário.
Estratégia mira comissões e articulação
Na avaliação da líder do governo, o fim do blocão permite uma distribuição mais ampla de espaços entre os partidos, especialmente nas comissões permanentes da Casa, consideradas estratégicas para a tramitação de projetos.
Socorro também destacou o peso do PSD na Assembleia, afirmando que a sigla, hoje uma das maiores bancadas, já possui presença relevante nos colegiados.
A mudança ocorre em um momento de reorganização política interna, após a janela partidária alterar o tamanho e a composição das bancadas.
Governo nega perda de base
Apesar do fim do agrupamento formal, a líder do governo afirmou que o objetivo central segue sendo a manutenção de uma maioria parlamentar alinhada ao Executivo.
“O ponto central é a garantia de uma maioria parlamentar comprometida com a aprovação de matérias que contribuam efetivamente para o desenvolvimento do Estado de Pernambuco”, disse.
A leitura também é reforçada por aliados, que negam qualquer ruptura política e classificam o movimento como uma reorganização da base, voltada à ocupação de espaços e ao fortalecimento da articulação no Legislativo.