Justiça de SP aceita pedido de interdição de Fernando Henrique Cardoso por agravamento de Alzheimer
Decisão torna filho curador provisório do ex-presidente, responsável por atos civis, patrimônio e gestão financeira diante do avanço da doença
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A Justiça de São Paulo autorizou, nesta quarta-feira (15), a interdição do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, de 94 anos, após pedido apresentado por três de seus filhos. A medida ocorre em razão do avanço do Alzheimer, que compromete sua capacidade de tomar decisões de forma autônoma.
Com a determinação, o filho Paulo Henrique Cardoso assume como curador provisório, ficando responsável por representar o ex-presidente em questões legais, administrativas e patrimoniais. A família e a Fundação FHC optaram por não se manifestar publicamente sobre o caso, classificando o tema como de caráter privado.
Medida visa proteção legal
Segundo o Conselho Nacional do Ministério Público, a interdição é uma medida judicial utilizada quando uma pessoa maior de 18 anos não possui discernimento suficiente para praticar atos da vida civil, como administrar bens ou firmar contratos.
Nesses casos, a Justiça pode nomear um curador, que passa a auxiliar ou representar o interditado na tomada de decisões, especialmente em situações que envolvam questões financeiras e patrimoniais.
Quem é Fernando Henrique Cardoso
Fernando Henrique Cardoso, conhecido como FHC, é sociólogo e cientista político brasileiro. Ganhou destaque nacional por participar da criação do Plano Real, responsável por estabilizar a economia do país na década de 1990, o que impulsionou sua eleição à Presidência da República em 1994.
Ele governou o Brasil por dois mandatos consecutivos, entre 1995 e 2002, período marcado por políticas de estabilização econômica, privatizações e pela crise energética de 2001. Após deixar o cargo, passou a atuar como palestrante e intelectual.