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Boulos defende uso do FGTS pelo governo Lula e rejeita comparação com Bolsonaro: 'existem muitas diferenças'

Ministro da Secretaria-Geral da Presidência diz que crítica ao governo anterior era ao conjunto da medida, não à liberação de recursos ao trabalhador

Por Rodrigo Fernandes Publicado em 14/04/2026 às 10:17 | Atualizado em 14/04/2026 às 10:53

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O ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Guilherme Boulos, defendeu a recém-anunciada proposta do governo Lula de utilizar recursos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) para quitar dívidas, e rejeitou comparações com as medidas adotadas pelo governo Bolsonaro que também usavam o fundo.

Para Boulos, as críticas feitas pelo PT e por aliados à gestão anterior não eram direcionadas à liberação de dinheiro ao trabalhador em si, mas ao conjunto da política econômica conduzida por Bolsonaro.

"A crítica que nós fizemos é que ele estava descapitalizando integralmente o FGTS. Não tinha um plano pro FGTS, como não tinha um plano pra Caixa Econômica Federal, como não tinha nenhum plano pros trabalhadores", afirmou o ministro nesta terça-feira (14), em entrevista ao programa Passando a Limpo, da Rádio Jornal.

Ouça a entrevista na íntegra

A medida preparada pelo governo Lula foi anunciada no começo da semana pelo ministro da Fazenda, Dario Durigan, e permitirá que trabalhadores com renda de até cinco salários mínimos (R$ 8.105) utilizem até 20% do saldo de suas contas individuais do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) para pagar dívidas em atraso.

No governo Bolsonaro, a principal mudança foi a criação do Saque-Aniversário, em 2019, que permitiu saques anuais parciais do saldo em vez de apenas na demissão. Além disso, foram autorizadas retiradas em eventos pontuais, como na pandemia, além de saques extraordinários de até R$ 1 mil no ano da eleição.

Guilherme Boulos afirmou que os contextos são diferentes e que a crítica ao uso do FGTS no governo anterior não era uma isolada, mas parte de um questionamento mais amplo sobre a ausência de planejamento e a gestão das políticas para os trabalhadores naquele período.

"Não era uma crítica pontual, era uma crítica de conjunto. Por isso acho que não cabe a comparação com uma ação pontual do presidente Lula em relação ao FGTS, que está dentro de um outro conjunto, que é um conjunto de defesa dos trabalhadores", disse Boulos.

O ministro também afirmou que ninguém é contrário a liberar dinheiro para o trabalhador. A distinção, segundo ele, está na existência, ou ausência, de um projeto estruturado por trás das medidas.

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