Eduardo da Fonte reforça independência da federação PP-União na Alepe: 'não somos subservientes a governos'
Em entrevista à Rádio Jornal, presidente do PP falou das estratégias de participação nas comissões da Assembleia, tema de reunião com deputados
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O deputado federal Eduardo da Fonte (PP), presidente da federação União Progressistas em Pernambuco, declarou nesta segunda-feira (13) que o grupo, que recentemente deixou o bloco de apoio à governadora Raquel Lyra (PSD) na Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe), "é aliado, mas não é subserviente" a governos.
Segundo Eduardo, o grupo deixou o bloco governista não por rompimento com o Executivo, mas para obter mais cadeiras nas comissões e ampliar a participação nos debates da Casa.
"Vamos tratar as votações tema a tema, com muita responsabilidade, com muita cautela, da mesma forma que estamos fazendo ao longo desses três anos e quatro meses”, disse o parlamentar em entrevista ao programa Passando a Limpo, da Rádio Jornal.
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A reorganização do partido na Assembleia também foi tema de uma reunião de Eduardo com os deputados estaduais do partido na manhã desta segunda, no Recife.
Com 11 integrantes, a União Progressistas se consolidou como a maior bancada da Assembleia Legislativa estadual após a janela partidária, à frente das bancadas ligadas tanto à governadora Raquel Lyra quanto ao prefeito do Recife, João Campos (PSB).
"A federação tem o direito a ter duas cadeiras na CCJ, por exemplo, e nós vamos exercer essas posições com toda tranquilidade, com toda cautela, com toda responsabilidade com o estado de Pernambuco", afirmou o deputado à Rádio Jornal.
A relação com Raquel Lyra
Questionado sobre o estado da relação com a governadora, Da Fonte foi direto ao afirmar que a independência da federação é uma postura consolidada, não um distanciamento recente.
"Ela tem um estilo de governar que é dela e nós respeitamos. Nós também temos um posicionamento na condução do nosso partido, da nossa federação e dos nossos mandatos. Nós não somos subservientes a qualquer governo", disse o deputado na entrevista.
Ele foi além e fez uma crítica explícita ao trato político do governo estadual. "A governadora Raquel Lyra tem falhado muito na articulação política. Túlio Vilaça, o responsável pela articulação política do governo do estado de Pernambuco, perdeu as condições de continuar à frente dessa posição", declarou, referindo-se ao secretário da Casa Civil do governo pernambucano.
Sobre o posicionamento do grupo na disputa pelo governo do estado, Da Fonte não descartou nenhuma hipótese, chegando a elencar quatro caminhos possíveis: "a federação tem várias alternativas para fazer esse encaminhamento. Uma delas é lançar uma candidatura própria ao governo do estado, ou não apoiar nenhum candidato a governador, como também podemos apoiar Raquel Lyra, como podemos também apoiar João. Tomaremos uma decisão que seja a melhor para todos os integrantes da federação", disse o parlamentar.
Crítica a Victor Marques
Da Fonte também dirigiu críticas ao prefeito do Recife, Victor Marques (PCdoB), que integra o grupo político de João Campos (PSB). Ele acusa o gestor de omissão diante das mensagens atribuídas ao presidente da Emlurb, proferidas contra o jornalista Igor Maciel, do Sistema Jornal do Commercio, na semana passada.
"Fica aqui registrada a falta de pulso do prefeito do Recife, que assumiu na semana passada e não se posicionou, não mostrou que está à altura da prefeitura do Recife, quando não comentou e muito menos tomou as providências com os integrantes do grupo que fazem parte da gestão municipal da cidade do Recife", disse o deputado.
Projeção para 2026
Para as eleições de outubro de 2026, Da Fonte projeta crescimento da federação. Com mais de 38 pré-candidatos a deputado estadual distribuídos em todas as regiões do estado, incluindo grandes puxadores de voto em pleitos anteriores, como Pastor Júnior Tércio, Gleide Ângelo, Adalto Santos e Pastor Cleiton Collins, o presidente do PP aposta em uma bancada estadual entre 14 e 16 deputados. Para o Congresso Nacional, ele espera eleger entre sete e oito deputados federais.