Simone Tebet migra para o PSB para disputar o Senado por São Paulo com apoio de Lula
Embora seja uma aliada de primeira hora do governo federal, o MDB paulista mantém laços estreitos com o governador Tarcísio em São Paulo
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A ministra do Planejamento, Simone Tebet, anunciou oficialmente, neste sábado (21), sua saída do MDB para se filiar ao PSB. A mudança de legenda, consolidada após semanas de articulação direta com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, visa viabilizar sua candidatura ao Senado Federal pelo estado de São Paulo.
O anúncio ocorreu durante o Fórum Nacional de Secretários Estaduais de Planejamento, realizado em Campo Grande (MT). Tebet, que construiu uma trajetória de quase três décadas no MDB, agora ingressa nas fileiras do partido do vice-presidente Geraldo Alckmin. A decisão soluciona um impasse político crônico: embora seja uma aliada de primeira hora do governo federal, o MDB paulista mantém laços estreitos com o governador Tarcísio de Freitas e com o grupo político do ex-presidente Jair Bolsonaro, o que impediria um palanque unificado com o PT no estado.
DISPUTA POR SÃO PAULO
Ao justificar a escolha por São Paulo, Tebet destacou sua conexão acadêmica e política com a região, lembrando que o estado lhe garantiu mais de um terço de seus votos na disputa presidencial de 2022. "Política é missão, e eu vou com muita tranquilidade disputar um processo eleitoral que entendo ser fundamental para o Brasil", afirmou a ministra, ressaltando que a mudança de domicílio eleitoral foi um pedido amadurecido nos últimos seis meses.
PSB X MDB
A migração para o PSB isola a ministra das divergências internas do MDB de São Paulo, hoje presidido por Rodrigo Arena. A ala estadual da legenda planeja apoiar a reeleição de Tarcísio de Freitas e esteve na linha de frente da campanha de Ricardo Nunes à prefeitura da capital em 2024 — figura da qual Tebet manteve distância política.
Com este novo arranjo, o governo Lula assegura um nome de peso e com trânsito entre o eleitorado de centro em São Paulo, buscando consolidar uma base legislativa mais robusta a partir de 2027. O movimento é visto por analistas como a peça final para alinhar o palanque governista no maior colégio eleitoral do país, unindo as forças de Lula, Alckmin e agora Tebet sob a mesma bandeira partidária.