Flávio Bolsonaro diz que Jair Bolsonaro voltou ao hospital após mal-estar na prisão
Senador afirma que ex-presidente apresentou calafrios e vômitos na Papudinha; defesa já pediu prisão domiciliar por questões de saúde, negada pelo STF
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O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) afirmou nesta sexta-feira (13) ter sido informado de que seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), voltou a um hospital após apresentar calafrios e episódios de vômito durante a madrugada.
A informação foi divulgada pelo parlamentar nas redes sociais. Segundo ele, os dados ainda são preliminares e dependem de confirmação médica.
Bolsonaro cumpre pena no 19º Batalhão da Polícia Militar do Distrito Federal, unidade conhecida como “Papudinha”, após condenação por liderar uma trama golpista relacionada ao período posterior às eleições de 2022.
O ex-presidente chegou a ser internado anteriormente para realizar uma cirurgia de hérnia e recebeu alta hospitalar em 1º de janeiro deste ano. Após o procedimento, ele retornou à custódia na sede da Polícia Federal em Brasília e, posteriormente, foi transferido para a unidade militar.
A prisão ocorreu em 22 de novembro, depois que Bolsonaro violou as condições impostas pela Justiça, incluindo o uso de tornozeleira eletrônica. Até então, ele cumpria prisão em regime domiciliar.
Defesa
Desde então, a defesa do ex-presidente apresentou pedidos para que a pena voltasse a ser cumprida em casa, alegando riscos à saúde e limitações estruturais do sistema prisional para garantir o acompanhamento médico adequado.
Os pedidos, no entanto, foram negados pelo ministro Alexandre de Moraes, relator do caso no Supremo Tribunal Federal (STF).
Na decisão mais recente, Moraes afirmou que a unidade prisional dispõe de assistência médica permanente, com estrutura que inclui atendimento 24 horas, apoio do Samu e acesso irrestrito à equipe médica particular do ex-presidente.
O ministro também mencionou episódios de descumprimento de medidas cautelares por parte de Bolsonaro durante o andamento da ação penal. Segundo ele, diante desse histórico e das avaliações médicas oficiais, não há requisitos excepcionais que justifiquem a concessão de prisão domiciliar por razões humanitárias.
Na decisão, Moraes afirmou que a unidade prisional oferece acompanhamento médico contínuo, com atendimentos frequentes, sessões de fisioterapia, atividades físicas e assistência religiosa, além de permitir visitas de familiares e aliados políticos