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Em pronunciamento do Dia das Mulheres, João Campos critica alta do feminicídio e anuncia ações no Recife

Prefeito compartilhou notícias sobre o aumento dos casos de feminicídios no estado, falou sobre combate à violência e divulgou ferramenta Clara IA

Por JC Publicado em 08/03/2026 às 13:09 | Atualizado em 08/03/2026 às 13:32

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O prefeito do Recife, João Campos (PSB), publicou um vídeo neste domingo (8) em homenagem ao Dia Internacional das Mulheres.

Em seu pronunciamento, o prefeito compartilhou notícias sobre o aumento dos casos de feminicídios no estado e falou sobre o combate à violência contra a mulher.

“Infelizmente, em Pernambuco, a violência contra a mulher tem crescido de forma significativa. Isso é lamentável e a gente precisa de uma grande mobilização e cada um, cada uma, precisa fazer a sua parte”, disse.

Na mensagem, João Campos anunciou iniciativas da Prefeitura do Recife para identificar precocemente mulheres em risco de violência e feminicídio, como a Clara IA.

A ferramenta de inteligência artificial visa ampliar a capacidade da rede pública de saúde de reconhecer sinais de risco de mulheres antes que a violência se agrave e foi desenvolvida em uma parceria entre a gestão municipal, por meio da Secretaria de Saúde, a Vital Strategies, organização internacional de saúde pública, e a Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF).

Clara IA

A ferramenta de inteligência artificial lançada pela Prefeitura do Recife tem como objetivo identificar precocemente possíveis vítimas de violência e feminicídio atendidas nas unidades da Atenção Básica.

Clara IA parte de uma análise de dados clínicos e históricos registrados nos sistemas de saúde, emitindo alerta para profissionais da rede de saúde ao identificar indícios compatíveis com situações de violência.

A notificação é enviada para o Prontuário Eletrônico das Unidades Básicas de Saúde durante o atendimento à usuária para intervenção imediata. Ao todo, 62 profissionais foram capacitados para atuar na identificação e no acolhimento de possíveis vítimas.

O projeto já analisou registros de atendimento de 16 mil mulheres vítimas de violência atendidas nas Unidades de Saúde da Família do município ao longo de dez anos.

Foram identificados desde sinais diretos de violência a padrões de adoecimento e comportamento frequentemente associados às vítimas.

Segundo os pesquisadores, um dos dados analisados destaca que nos 90 dias que antecedem uma agressão grave ou mesmo um feminicídio, muitas dessas mulheres procuram com maior frequência os serviços de saúde, frequentemente relatando questões relacionadas à saúde mental.

A partir deste mês de março, a iniciativa será ampliada para mais unidades de saúde, totalizando 541 profissionais habilitados para o cuidado às mulheres em situação de violência, entre médicos, enfermeiros, dentistas e agentes comunitários de saúde, além de três equipes E-Multi.

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