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Conversas mostram Vorcaro dizendo à namorada que iria se encontrar com Alexandre de Moraes

Conversas armazenadas na nuvem do celular mostram Vorcaro dizendo à namorada que iria encontrar Moraes e exibem o ministro em chamada de vídeo

Por Estadão Conteúdo Publicado em 05/03/2026 às 7:19 | Atualizado em 05/03/2026 às 7:29

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O banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, citou em conversas com a namorada que iria se encontrar com o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes. Em um dos trechos, ele afirma que chegou a fazer uma chamada de vídeo com ela mostrando a presença do magistrado.

A informação foi publicada inicialmente pelo site Metrópoles. O Estadão também teve acesso às mensagens, que estavam armazenadas na nuvem do aparelho celular do banqueiro. Procurado, Moraes não se manifestou.

Conversas citam encontro com ministro

Em 19 de abril de 2025, Vorcaro escreveu para Martha Graeff: "To indo encontrar Alexandre Moraes aqui perto de casa". Ela respondeu: "Como assim? Ele tá em Campos? Ou foi pra te ver?". Vorcaro então afirmou: "Ele tá passando feriado".

Dias depois, em 29 de abril de 2025, o banqueiro fez uma chamada de vídeo com a namorada. Após o encerramento, ela perguntou: "Quem era o primeiro cara?". Vorcaro respondeu: "Alexandre Moraes".

Evento com ministros

Em outra conversa, datada de 24 de abril de 2024, o banqueiro contou que havia feito um discurso em um evento com ministros do STF e também do Superior Tribunal de Justiça (STJ).

Vorcaro não explicou, porém, qual foi o evento nem quais magistrados estavam presentes.

Prisão na Operação Compliance Zero

Daniel Vorcaro foi preso nesta quarta-feira (4), durante a terceira fase da Operação Compliance Zero, que investiga suspeitas de irregularidades na gestão do Banco Master. A prisão foi determinada pelo ministro do STF André Mendonça.

Segundo a Polícia Federal, o banqueiro integra uma "organização criminosa" formada por "profissionais do crime", chamada de "A Turma", que atuaria com violência e coação, funcionando como uma "milícia privada".

"A atuação da organização criminosa não é pueril. Pelo contrário, são profissionais do crime, que atuam de forma coordenada, com a captação ilícita de servidores públicos dos mais altos escalões da República, ao mesmo tempo que buscam influenciar a opinião pública contra os agentes do Estado envolvidos na investigação e desmantelamento do esquema criminoso multibilionário", afirmou a PF ao ministro André Mendonça.

A corporação acrescentou que servidores da Polícia Federal, do STF, do Ministério Público Federal e do Banco Central estariam em "risco concreto".

Defesa de Daniel Vorcaro

A defesa de Vorcaro afirmou que o banqueiro colaborou "de forma transparente com as investigações desde o início, e jamais tentou obstruir o trabalho das autoridades ou da Justiça".

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