Gleisi afirma que bolsonaristas foram à Paulista 'fantasiados de brasileiros' para atacar Lula
Ministra reagiu a discursos de oposição na capital paulista; publicação cita caso do Banco Master e critica gestão da pandemia no governo anterior.
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A ministra da Secretaria de Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, utilizou as redes sociais neste domingo (1º) para rebater a manifestação organizada por políticos de direita na Avenida Paulista, em São Paulo.
Hoffmann acusou os manifestantes de disseminarem informações falsas para atacar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e classificou o grupo como "lesa-pátrias", afirmando que o governo não teme o embate político.
A reação da ministra ocorreu em resposta aos discursos proferidos durante o ato "Acorda, Brasil", que reuniu apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro. Em sua conta na plataforma X (antigo Twitter), Gleisi Hoffmann afirmou que os manifestantes estavam "fantasiados de brasileiros" e que o grupo teria "entregue" o País aos interesses do governo de Donald Trump, nos Estados Unidos, durante a gestão anterior.
Acusações contra o senador Flávio Bolsonaro
No texto publicado, a ministra direcionou críticas específicas ao senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), que horas antes havia discursado sobre o retorno do pai ao Palácio do Planalto em 2027.
Hoffmann afirmou que o parlamentar estaria "envolvido em negócios escusos" e mencionou o Banco Master. Segundo a ministra, uma coordenadora do escritório do senador seria cunhada de Daniel Vorcaro, proprietário da instituição financeira.
A declaração de Gleisi surge em um momento de acirramento entre o governo federal e a oposição, que utiliza o palanque na Paulista para criticar a atual gestão econômica e pedir a libertação dos condenados pelos atos de 8 de janeiro.
"O povo brasileiro não vai permitir que voltem", escreveu a ministra, sustentando que o país encerrou um ciclo de "políticas de destruição da economia e dos programas sociais".
Retrospectiva da pandemia e gestão anterior
A ministra também relembrou a condução do governo Jair Bolsonaro durante a crise sanitária da covid-19. Para a chefe da Secretaria de Relações Institucionais, o Brasil "acordou do pesadelo" há três anos, referindo-se à derrota eleitoral do bolsonarismo em 2022.
Ela atribuiu à gestão passada a responsabilidade por centenas de milhares de vítimas na pandemia e pela desestruturação de políticas públicas essenciais.
As críticas de Hoffmann encerram um domingo de forte polarização política na capital paulista. Enquanto a oposição tenta consolidar a pré-candidatura de Flávio Bolsonaro e manter a mobilização da base eleitoral, o núcleo do governo Lula reage reforçando o histórico de investigações e as consequências sociais das políticas adotadas pela administração anterior.