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PDT pressiona chapa de João Campos para garantir Marília Arraes no Senado e não descarta apoio a Raquel Lyra

Segundo a coluna Painel, da Folha de S.Paulo, indefinição na disputa entre João e Raquel influencia negociações do partido em Pernambuco

Por Ryann Albuquerque Publicado em 23/02/2026 às 14:51

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O presidente nacional do PDT, Carlos Lupi, afirmou que o partido pode apoiar a reeleição da governadora de Pernambuco, Raquel Lyra (PSD), como estratégia para garantir uma vaga ao Senado para Marília Arraes em 2026, de acordo com a coluna Painel, da Folha de São Paulo. 

O PDT está em conversas avançadas para filiar Marília, atualmente no Solidariedade, com o objetivo de lançá-la candidata ao Senado. O plano principal da sigla é que ela componha a chapa ao lado do senador Humberto Costa (PT), que deve disputar a reeleição, em um palanque liderado pelo prefeito do Recife, João Campos (PSB), pré-candidato ao Governo de Pernambuco.

Nos bastidores, porém, Lupi admite que o cenário no Estado é considerado complexo, diante do grande número de pré-candidatos competitivos ao Senado.

Além de Humberto Costa e Marília Arraes, aparecem nas articulações o ministro Silvio Costa Filho (Republicanos); o senador Fernando Dueire (MDB), que tende a buscar a reeleição; o deputado Eduardo da Fonte (Progressistas); e o ex-prefeito de Petrolina Miguel Coelho (União Brasil).

Formação das chapas 

No campo de João Campos, Humberto Costa é visto como praticamente garantido na chapa, em razão da aliança entre PT e PSB. A segunda vaga ao Senado, no entanto, é alvo de disputa e envolve principalmente Marília Arraes, Silvio Costa Filho e Miguel Coelho, com avaliações internas indicando que Marília aparece melhor posicionada nas pesquisas.

Já Miguel Coelho e Eduardo da Fonte têm seus movimentos condicionados à definição da Federação União Progressista, formada por União Brasil e Progressistas. Caso a federação opte por se alinhar à governadora Raquel Lyra, ambos podem integrar a chapa governista ao Senado, redesenhando o equilíbrio de forças e ampliando a pressão sobre o palanque de João Campos.

“Se ela está vindo para o partido para concorrer ao Senado, preciso de uma composição que garanta isso. Por isso, podemos evoluir para o apoio a Raquel, caso haja necessidade. Não é a hipótese favorita, mas pode acontecer”, afirmou Lupi à coluna.

A disputa pelo Palácio do Campo das Princesas deve ser polarizada entre João Campos e Raquel Lyra, ambos aliados do presidente Lula. Embora o prefeito lidere as pesquisas, a diferença para a governadora vem diminuindo, o que torna a definição das chapas ao Senado um dos principais focos de negociação política em Pernambuco.

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