Raquel Lyra aponta desinformação e acirramento político no caminho das eleições de outubro
Em discurso nesta quinta-feira (5), governadora afirmou que antagonismo e disputa política marcam o ano eleitoral de 2026 e influenciam decisões
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A governadora Raquel Lyra (PSD) afirmou nesta quinta-feira (5) que o governo estadual deverá enfrentar, ao longo deste ano, a disseminação de desinformação por parte de adversários políticos neste ano eleitoral.
"Vai ter muita coisa nesse ano, vai aparecer desinformação, gente que nunca levantou uma bandeira levantar, gente que teve a oportunidade de fazer e não fez e quer impedir que a gente faça", disparou.
A gestora usou como exemplo um boato que circulou sobre o Hospital da Restauração, que passa por obras. "Vocês viram na internet dizendo que a emergência do Hospital da Restauração tinha fechado. Fake news. Mentira", defendeu Raquel.
As declarações foram dadas durante o lançamento da plataforma PE.gov, no Teatro Guararapes, em Olinda. Durante todo o discurso, a gestora cutucou gestões anteriores do estado, como frequentemente faz, mas não mencionou o PSB ou nomes de antigos governadores.
No mesmo evento, Raquel Lyra afirmou que 2026 não deve ser visto como o último do mandato, defendendo uma visão de longo prazo.
“Eu tenho repetido sempre: este não deve ser olhado este ano como o último ano do nosso mandato. Porque eu tenho mandato, estou aqui como governadora de passagem. Mas vocês ficam, muitos de vocês ficam. Esse é o primeiro ano dos próximos cinco, mas também é dos próximos 50 anos, tudo depende das sementes que nós estamos plantando agora", declarou a governadora.
Ainda citando as eleições deste ano, a governadora também mencionou o ambiente de disputas políticas e ressaltou que as escolhas tomadas no dia a dia devem ser repensadas por ser um ano eleitoral.
"A gente vive em tempo de antagonismo, de lutas políticas e este ano, vocês se lembram, é um ano eleitoral, sobre a próxima eleição, sobre as próximas gerações. Isso faz diferença nas escolhas que a gente precisa tomar todo dia, em casa", refletiu.
Na sequência, a governadora disse que sua motivação diária não está ligada a calcular o próximo cargo. "Eu não sou alguém que se acorda todo dia querendo saber o próximo cargo que eu vou ocupar. [...] Se fosse pela eleição, eu não tava enfrentando temas difíceis", completou.