No Recife, Zema reforça pré-candidatura ao Planalto e minimiza divisão da direita: "Teremos convergência"
Governador participou do Encontro Estadual do Novo em Pernambuco, neste domingo (25); Zema concede entrevista ao Passando a Limpo nesta segunda-feira
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O governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), reforçou neste domingo (25), no Recife, sua condição de pré-candidato à Presidência da República em 2026, ao participar do Encontro Estadual do Partido Novo em Pernambuco. A atividade reuniu dirigentes nacionais e estaduais da legenda, vereadores, filiados, pré-candidatos e apoiadores.
Durante a passagem por Pernambuco, Zema adotou um discurso voltado à construção de um projeto nacional de longo prazo e afirmou que a direita tende a sair fortalecida com a presença de mais de um nome na disputa presidencial.
“Não é direita dividida, é uma direita fortalecida. Ter dois, três ou quatro candidatos só vai somar pontos para a direita”, disse, ao destacar que, no segundo turno, a tendência é de convergência entre os diferentes grupos.
Como parte da agenda no Estado, o governador mineiro participa nesta segunda-feira (26) do programa Passando a Limpo, da Rádio Jornal, a partir das 8h.
Divisão na direita não significa divisão em 2026, diz Zema
Ao ser questionado sobre o risco de uma divisão de votos entre aliados, Zema ofereceu uma visão pragmática baseada na matemática eleitoral. Ele argumentou que, em vez de dispersão, o lançamento de mais postulantes ao Executivo e ao Legislativo amplia o raio de alcance da oposição junto ao eleitorado.
"Ela [a direita] vai sair fortalecida, né? Acho que até rima, em vez de dividida, fortalecida. Ter dois, três ou quatro candidatos só vai somar pontos", analisou Zema.
O governador explicou que a estratégia visa maximizar a captação de votos nas bases para garantir uma união robusta na etapa final do pleito.
"No segundo turno, aí sim, nós vamos estar todos juntos transferindo com toda certeza a maior parte desses votos", disse.
Essa articulação, segundo ele, não é apenas teórica, mas fruto de um alinhamento constante entre os gestores estaduais que buscam uma alternativa ao atual governo federal. Zema revelou que o diálogo com o chamado consórcio do Sul e Sudeste (Cosud) e com governadores como Ronaldo Caiado (Goiás) é permanente.
"No mínimo a cada 60, 90 dias nós temos algum evento, alguma reunião, estamos sempre conversando [...] cada um remando o seu barco. E na hora que chegar mais adiante, nós vamos todos entrar num barco maior", metaforizou.
Diferenças com Bolsonaro
A relação com o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) também foi abordada por Zema, que fez questão de demarcar diferenças claras, especialmente na condução de crises sanitárias e na postura pessoal, citando a vacinação como um divisor de águas entre seu estilo e o do ex-presidente.
"Concordo em vários pontos e discordo em outros. Na pandemia, nós atuamos de maneira distinta. Eu tomei vacina, acredito na vacina, recomendo que tome a vacina [...] e acredito no que a ciência também fala", pontuou.
"Para mim, Deus só existe no céu. Para mim, aqui na Terra só tem seres humanos e cada um tem os seus defeitos, eu também", complementou.
Zema também afirmou que considera legítima a decisão do ex-presidente de apoiar a candidatura do filho.
“É um direito dele. Ele é um líder da direita e está totalmente certo em ver qual é a pessoa que, na opinião dele, tem mais potencial”, declarou.
Críticas ao PT e a Lula: "Tem uma bomba-relógio armada"
Zema aproveitou para deixar críticas ao Partido dos Trabalhadores (PT), ao governo Lula e gestões anteriores petistas no Governo de Minas Gerais. O governador lembrou ter revertido um déficit bilionário do PT na gestão estadual e traçou um paralelo com a atual política fiscal do governo federal. Para o pré-candidato, o aumento de gastos federais está criando um cenário insustentável a curto prazo.
"Hoje o governo federal tem uma bomba-relógio armada. Qualquer hora nós vamos ter aí uma explosão igual aconteceu em 2015 e 2016. É só recordar o que aconteceu há cerca de 10 anos atrás, que nós teremos uma repetição", disparou, referindo-se à recessão econômica do governo Dilma Rousseff.
Zema defendeu que a solução passa por uma "mudança de mentalidade" que pode levar gerações, focada na austeridade e no fim de privilégios da máquina pública, citando seus próprios cortes de mordomias como exemplo de que "o exemplo vem de cima".
2026 no horizonte para líderes do Novo
Além do apoio à candidatura de Zema, o evento consolidou os planos do Novo para 2026 em Pernambuco e no Brasil. O presidente nacional do Novo, Eduardo Ribeiro, afirmou que a eleição de 2026 terá um peso histórico para o país e defendeu que a disputa vai além da polarização tradicional.
“Não se trata apenas de trocar a esquerda pela direita. Trata-se de resgatar a virtude da República, a dignidade do nosso povo e salvar o futuro das próximas gerações”, disse.
O presidente estadual da sigla, Tecio Teles, delineou o objetivo de consolidar o partido como uma força de direita propositiva no Estado, focada na eleição de bancadas para o Legislativo, mas sem descartar a disputa pelo Palácio do Campo das Princesas, com o nome do vereador do Recife Eduardo Moura sendo levantado em pesquisas.
Embora cauteloso, Moura admitiu que o desempenho em sondagens internas mudou a perspectiva da legenda, que antes não cogitava candidatura majoritária ao governo estadual.
Zema, por sua vez, afirmou que vê a sigla com um bom crescimento em Pernambuco, elogiando a combatividade dos parlamentares, traçando um paralelo entre o espírito libertário de Minas e o de Pernambuco.
"Nós não nos vergamos a Brasília de forma alguma e vejo que o pernambucano tem essa mesma linha de pensamento", concluiu o governador.
O senador Eduardo Girão também elogiou o desempenho da sigla em Pernambuco, afirmando que o crescimento já é observado fora do estado.
"O Novo de Pernambuco está anos-luz à frente do Norte-Nordeste", disse.
O evento também contou com a presença da prefeita de Bezerros, Lucielle Laurentino (União Brasil), que participou da mesa e discursou, reforçando apoio à Zema e com elogios aos parlamentares do Novo em Pernambuco. Apesar da presença no evento, Lucielle não falou sobre filiação ao partido, que segundo líderes do Novo, já foi oferecida à prefeita.
O vereador do Recife, Felipe Alecrim, líder da oposição na Câmara do Recife, celebrou a presença de Zema no Recife e disse que o mineiro tem "soldados" em Pernambuco.
“Esse evento de hoje é todo para você, é para acolher você e para mostrar que, em Pernambuco, tem muitas pessoas que entendem que só se muda a realidade através da política”, afirmou.
"Você tem verdadeiros soldados aqui à sua disposição para levar o seu nome aos quatro cantos do Estado de Pernambuco", completou.
Eduardo Moura afirmou que a recepção a Zema reflete a avaliação positiva de sua gestão em Minas Gerais.
“O cara é, para mim, o melhor governador que o Brasil tem. Ele sabe o que as pessoas sofrem no interior, é do interior e é um grande gestor. O Brasil precisa hoje de gestão”, disse.
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Com certeza. Para uma matéria mais robusta no padrão do Jornal do Commercio, é fundamental "preparar o terreno" para as falas do entrevistado, explicando ao leitor o raciocínio por trás da declaração ou a provocação feita pela reportagem.
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Título Sugerido
No Recife, Zema aponta "bomba-relógio" na economia e diz que multiplicidade de candidatos "fortalece a direita"
Governador de Minas Gerais participou de encontro estadual do Novo, onde defendeu estratégia de múltiplos palanques para 2026 e endossou crescimento da sigla em Pernambuco
O governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), reforçou neste domingo (25), no Recife, a sua disposição em disputar a Presidência da República em 2026. Durante o Encontro Estadual do Partido Novo, realizado na capital pernambucana, Zema rechaçou a tese de que a fragmentação de candidaturas no campo conservador facilitaria a vida da esquerda. Para o mineiro, a presença de diversos nomes — cenário que hoje inclui governadores do Sul e Sudeste — funciona como uma estratégia de soma para o primeiro turno.
Ainda cumprindo agenda no Estado para articular o projeto nacional e estadual da legenda, o governador será o entrevistado desta segunda-feira (26) no programa Passando a Limpo, da Rádio Jornal, a partir das 8h.
Ao ser questionado sobre o risco de uma divisão de votos entre aliados, Zema ofereceu uma visão pragmática baseada na matemática eleitoral. Ele argumentou que, em vez de dispersão, o lançamento de mais postulantes ao Executivo e ao Legislativo amplia o raio de alcance da oposição junto ao eleitorado.
"Ela [a direita] vai sair fortalecida, né? Acho que até rima, em vez de dividida, fortalecida. Ter dois, três ou quatro candidatos só vai somar pontos", analisou Zema. O governador explicou que a estratégia visa maximizar a captação de votos nas bases para garantir uma união robusta na etapa final do pleito: "No segundo turno, aí sim, nós vamos estar todos juntos transferindo com toda certeza a maior parte desses votos".
Essa articulação, segundo ele, não é apenas teórica, mas fruto de um alinhamento constante entre os gestores estaduais que buscam uma alternativa ao atual governo federal. Zema revelou que o diálogo com o chamado consórcio do Sul e Sudeste (Cosud) e com governadores como Ronaldo Caiado (Goiás) é permanente. "No mínimo a cada 60, 90 dias nós temos algum evento, alguma reunião, estamos sempre conversando [...] cada um remando o seu barco. E na hora que chegar mais adiante, nós vamos todos entrar num barco maior", metaforizou.
Independência e "zonas cinzentas" com Bolsonaro
A relação com o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) também foi pauta. Indagado se sua pré-candidatura serviria para defender o legado do bolsonarismo ou se haveria distanciamento, Zema evitou alinhamentos automáticos. Ele descreveu a democracia como um ambiente complexo, de "muitas zonas cinzentas", onde é possível manter alianças políticas sem concordância plena em métodos de gestão.
O governador fez questão de demarcar diferenças claras, especialmente na condução de crises sanitárias e na postura pessoal, citando a vacinação como um divisor de águas entre seu estilo e o do ex-presidente.
"Concordo em vários pontos e discordo em outros. Na pandemia, nós atuamos de maneira distinta. Eu tomei vacina, acredito na vacina, recomendo que tome a vacina [...] e acredito no que a ciência também fala", pontuou. Para ilustrar sua visão sobre lideranças políticas, Zema recorreu a uma figura de linguagem sobre a falibilidade humana: "Para mim, Deus só existe no céu. Para mim, aqui na Terra só tem seres humanos e cada um tem os seus defeitos, eu também".
Crítica fiscal: a "bomba-relógio"
No campo econômico, o tom foi de alerta severo. Zema utilizou os números de sua gestão em Minas Gerais — onde afirma ter revertido um déficit bilionário herdado do PT — para traçar um paralelo negativo com a atual política fiscal do governo Lula. Para o pré-candidato, o aumento de gastos federais está criando um cenário insustentável a curto prazo.
"Hoje o governo federal tem uma bomba-relógio armada. Qualquer hora nós vamos ter aí uma explosão igual aconteceu em 2015 e 2016. É só recordar o que aconteceu há cerca de 10 anos atrás, que nós teremos uma repetição", disparou, referindo-se à recessão econômica do governo Dilma Rousseff.
Zema defendeu que a solução passa por uma "mudança de mentalidade" que pode levar gerações, focada na austeridade e no fim de privilégios da máquina pública, citando seus próprios cortes de mordomias como exemplo de que "o exemplo vem de cima".
O tabuleiro em Pernambuco
O evento também serviu para inflamar a militância do Novo em Pernambuco visando 2026. O presidente estadual da sigla, Tecio Teles, delineou o objetivo de consolidar o partido como uma força de direita propositiva no Estado, focada na eleição de bancadas para o Legislativo, mas sem descartar a disputa pelo Palácio do Campo das Princesas.
Nesse contexto, ganhou força o nome do vereador do Recife Eduardo Moura. Embora cauteloso, Moura admitiu que o desempenho em sondagens internas mudou a perspectiva da legenda, que antes não cogitava candidatura majoritária ao governo estadual.
"O partido não descarta possibilidades porque a coisa veio crescendo. A última pesquisa deu 8%. Tem pesquisas internas que falam de coisa maior", revelou o vereador, colocando seu nome à disposição caso seja o desejo da sigla e da população.
Zema endossou o crescimento local, elogiando a combatividade dos vereadores do partido no Recife e traçando um paralelo entre o espírito libertário de Minas e o de Pernambuco. "Nós não nos vergamos a Brasília de forma alguma e vejo que o pernambucano tem essa mesma linha de pensamento", concluiu o governador.
O governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), reforçou neste domingo (25), no Recife, a sua disposição em disputar a Presidência da República em 2026. Durante o Encontro Estadual do Partido Novo, realizado na capital pernambucana, Zema rechaçou a tese de que a fragmentação de candidaturas no campo conservador facilitaria a vida da esquerda. Para o mineiro, a presença de diversos nomes — cenário que hoje inclui governadores do Sul e Sudeste — funciona como uma estratégia de soma para o primeiro turno.
Ainda cumprindo agenda no Estado para articular o projeto nacional e estadual da legenda, o governador será o entrevistado desta segunda-feira (26) no programa Passando a Limpo, da Rádio Jornal, a partir das 8h.
Ao ser questionado sobre o risco de uma divisão de votos entre aliados, Zema ofereceu uma visão pragmática baseada na matemática eleitoral. Ele argumentou que, em vez de dispersão, o lançamento de mais postulantes ao Executivo e ao Legislativo amplia o raio de alcance da oposição junto ao eleitorado.
"Ela [a direita] vai sair fortalecida, né? Acho que até rima, em vez de dividida, fortalecida. Ter dois, três ou quatro candidatos só vai somar pontos", analisou Zema. O governador explicou que a estratégia visa maximizar a captação de votos nas bases para garantir uma união robusta na etapa final do pleito: "No segundo turno, aí sim, nós vamos estar todos juntos transferindo com toda certeza a maior parte desses votos".
Essa articulação, segundo ele, não é apenas teórica, mas fruto de um alinhamento constante entre os gestores estaduais que buscam uma alternativa ao atual governo federal. Zema revelou que o diálogo com o chamado consórcio do Sul e Sudeste (Cosud) e com governadores como Ronaldo Caiado (Goiás) é permanente. "No mínimo a cada 60, 90 dias nós temos algum evento, alguma reunião, estamos sempre conversando [...] cada um remando o seu barco. E na hora que chegar mais adiante, nós vamos todos entrar num barco maior", metaforizou.
Independência e "zonas cinzentas" com Bolsonaro
A relação com o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) também foi pauta. Indagado se sua pré-candidatura serviria para defender o legado do bolsonarismo ou se haveria distanciamento, Zema evitou alinhamentos automáticos. Ele descreveu a democracia como um ambiente complexo, de "muitas zonas cinzentas", onde é possível manter alianças políticas sem concordância plena em métodos de gestão.
O governador fez questão de demarcar diferenças claras, especialmente na condução de crises sanitárias e na postura pessoal, citando a vacinação como um divisor de águas entre seu estilo e o do ex-presidente.
"Concordo em vários pontos e discordo em outros. Na pandemia, nós atuamos de maneira distinta. Eu tomei vacina, acredito na vacina, recomendo que tome a vacina [...] e acredito no que a ciência também fala", pontuou. Para ilustrar sua visão sobre lideranças políticas, Zema recorreu a uma figura de linguagem sobre a falibilidade humana: "Para mim, Deus só existe no céu. Para mim, aqui na Terra só tem seres humanos e cada um tem os seus defeitos, eu também".
Crítica fiscal: a "bomba-relógio"
No campo econômico, o tom foi de alerta severo. Zema utilizou os números de sua gestão em Minas Gerais — onde afirma ter revertido um déficit bilionário herdado do PT — para traçar um paralelo negativo com a atual política fiscal do governo Lula. Para o pré-candidato, o aumento de gastos federais está criando um cenário insustentável a curto prazo.
"Hoje o governo federal tem uma bomba-relógio armada. Qualquer hora nós vamos ter aí uma explosão igual aconteceu em 2015 e 2016. É só recordar o que aconteceu há cerca de 10 anos atrás, que nós teremos uma repetição", disparou, referindo-se à recessão econômica do governo Dilma Rousseff.
Zema defendeu que a solução passa por uma "mudança de mentalidade" que pode levar gerações, focada na austeridade e no fim de privilégios da máquina pública, citando seus próprios cortes de mordomias como exemplo de que "o exemplo vem de cima".
O tabuleiro em Pernambuco
O evento também serviu para inflamar a militância do Novo em Pernambuco visando 2026. O presidente estadual da sigla, Tecio Teles, delineou o objetivo de consolidar o partido como uma força de direita propositiva no Estado, focada na eleição de bancadas para o Legislativo, mas sem descartar a disputa pelo Palácio do Campo das Princesas.
Nesse contexto, ganhou força o nome do vereador do Recife Eduardo Moura. Embora cauteloso, Moura admitiu que o desempenho em sondagens internas mudou a perspectiva da legenda, que antes não cogitava candidatura majoritária ao governo estadual.
"O partido não descarta possibilidades porque a coisa veio crescendo. A última pesquisa deu 8%. Tem pesquisas internas que falam de coisa maior", revelou o vereador, colocando seu nome à disposição caso seja o desejo da sigla e da população.
Zema endossou o crescimento local, elogiando a combatividade dos vereadores do partido no Recife e traçando um paralelo entre o espírito libertário de Minas e o de Pernambuco. "Nós não nos vergamos a Brasília de forma alguma e vejo que o pernambucano tem essa mesma linha de pensamento", concluiu o governador.