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Aliado de João Campos, Miguel Coelho alfineta gestões anteriores do PSB: "interior sempre foi deixado à margem"

Miguel se refere a administrações anteriores ao governo de Raquel Lyra, mas também cobra a governadora pela falta de um hospital regional em Petrolina

Por Ryann Albuquerque Publicado em 14/01/2026 às 10:46

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Aliado do prefeito do Recife, João Campos (PSB), o ex-prefeito de Petrolina e presidente estadual do União Brasil, Miguel Coelho, usou as redes sociais nesta última terça-feira (13) para criticar gestões anteriores de Pernambuco ao cobrar investimentos no interior do Estado.

A declaração respinga diretamente no PSB, partido que governou o Estado por 16 anos antes da atual gestão.

Ao citar “outros governadores” e o histórico de abandono do Sertão do São Francisco, Miguel se refere a administrações anteriores ao governo de Raquel Lyra (PSD), mas também cobra a atual governadora pela ausência de um hospital regional em Petrolina.

“É um absurdo Petrolina, o Sertão do São Francisco, não ter um hospital regional, quando tantos outros governadores já se passaram”, afirmou.

O ex-prefeito reforçou ainda que a cidade nunca foi prioridade institucional. “Petrolina não é conhecida por ser refém ou ficar de rebote nem de governo do Estado, muito menos de governo federal”, disse.

Miguel associou a cobrança ao discurso eleitoral e defendeu a eleição de um representante do interior para o Senado.

“Petrolina, junto com o povo de Pernambuco, vai eleger o senador sertanejo para tirar do papel esse hospital, a segunda ponte Petrolina–Juazeiro e obras como o Canal do Sertão e o Canal dos Negreiros”, declarou.

Para ele, a falta de investimentos revela um padrão histórico. “É claro que vamos olhar para o Agreste e para a Região Metropolitana, mas não podemos negligenciar ou deixar de reconhecer que o interior sempre foi deixado à margem por muito tempo na história política do nosso Estado”, afirmou.

Confira a declaração completa: 

Apesar da alfinetada ao legado do PSB, Miguel tem reforçado a aliança política com João Campos. Em dezembro, após encontro entre os dois, ele destacou a parceria entre União Brasil e PSB.

“Estamos ao lado de João Campos. É trabalhando em parceria, unindo forças e olhando para frente, que vamos fazer Pernambuco voltar a crescer”, escreveu.

Disputa embolada pelo Senado

O discurso de Miguel ocorre em meio a um cenário indefinido para o Senado em Pernambuco, onde apenas duas vagas estarão em disputa em 2026 e há mais interessados do que espaço no campo aliado a João Campos.

Humberto Costa (PT) tenta a reeleição e aparece como o nome mais consolidado, com apoio do presidente Lula. Marília Arraes (SD) surge como possível candidata e, caso entre na disputa, pode alterar o equilíbrio da chapa.

Também é citado o ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho (Republicanos), que busca viabilizar espaço na majoritária. Nesse tabuleiro fragmentado, Miguel Coelho tenta se firmar como representante do interior e aposta em uma composição com João Campos, provável candidato ao Governo de Pernambuco.

Veja o post reforçando a aliança deles: 

 

 


 

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