PF faz nova fase da Operação Overclean e tem deputado federal como principal alvo
Investigação apura desvio de emendas parlamentares, corrupção e lavagem de dinheiro; STF autorizou buscas e bloqueio de valores
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A Polícia Federal deflagrou, nesta terça-feira (13), uma nova fase da Operação Overclean, que investiga um esquema de desvio de emendas parlamentares, além de crimes de corrupção e lavagem de dinheiro.
O deputado federal Félix Mendonça Júnior (PDT-BA) é apontado como o principal alvo da ação, que cumpre mandados na Bahia e no Distrito Federal, com apoio da CGU e da Receita Federal. As informações são do g1.
Ao todo, estão sendo cumpridos nove mandados de busca e apreensão, expedidos pelo ministro Nunes Marques, do Supremo Tribunal Federal (STF). As ações ocorrem em Brasília (DF) e nos municípios baianos de Salvador, Mata de São João e Vera Cruz. Esta é a nona fase da Operação Overclean.
A Polícia Federal também realiza buscas no apartamento de luxo do parlamentar, localizado em Salvador, além de outros endereços ligados aos investigados.
Esquema
De acordo com as investigações, o esquema funcionava por meio do direcionamento de recursos públicos de emendas parlamentares para licitações fraudadas.
Servidores públicos facilitavam a contratação de empresas que, após vencerem os certames, superfaturavam os contratos, permitindo o desvio de dinheiro público.
Por decisão do STF, houve o bloqueio de R$ 24 milhões em contas bancárias de pessoas físicas e jurídicas investigadas, com o objetivo de impedir a movimentação de recursos de origem ilícita.
Os investigados poderão responder por organização criminosa, corrupção ativa e passiva, peculato, fraude em licitações e contratos administrativos e lavagem de dinheiro.
Histórico
A Operação Overclean teve início em dezembro de 2024. Desde então, diversas fases foram deflagradas, resultando no cumprimento de dezenas de mandados judiciais e na prisão de 16 pessoas nos estados da Bahia, São Paulo e Goiás.
Em fases anteriores, o deputado Félix Mendonça Júnior já havia sido alvo de mandados, assim como assessores parlamentares e prefeitos de municípios baianos. Na quarta fase da investigação, em junho do ano passado, dois prefeitos afastados foram presos em flagrante.
A assessoria do deputado foi procurada, mas não se manifestou até a última atualização desta reportagem.