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Moraes nega remoção imediata de Bolsonaro a hospital após queda do ex-presidente em cela

No despacho, Moraes citou nota da PF que diz que foram constatados ferimentos leves. Bolsonaro caiu dentro de sua cela, na madrugada

Por Estadão Conteúdo Publicado em 06/01/2026 às 16:36

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O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), intimou a defesa de Jair Bolsonaro (PL) para que indique quais exames são necessários para avaliar a saúde do ex-presidente após ele relatar ter sofrido uma queda em sua cela durante a madrugada. Com isso, Moraes quer verificar a possibilidade de que os exames sejam feitos no sistema penitenciário.

No despacho, Moraes citou nota da Polícia Federal (PF) que diz que foram constatados ferimentos leves. A nota diz que o médico da instituição "não identificou necessidade de encaminhamento hospitalar, sendo indicada apenas observação".

Com base na nota, o ministro destacou que "não há nenhuma necessidade de remoção imediata do custodiado para o hospital, conforme claramente consta na nota da Polícia Federal". Moraes também determinou que seja juntado ao processo o laudo médico realizado pela PF.

A queda do ex-presidente foi mencionada pela ex-primeira-dama, Michele Bolsonaro, em suas redes sociais. Em publicação no Instagram, ela escreveu que o ex-presidente "não está bem" e teria batido a cabeça em um móvel após ter uma "crise", enquanto dormia.

Segundo o cirurgião Claudio Birolini, Bolsonaro se sentiu mal, caiu na cela e teve um traumatismo cranioencefálico (TCE) leve - uma lesão cerebral temporária após um impacto na cabeça, sem danos estruturais graves.

REPÚDIO DO PL

O Partido Liberal publicou uma nota em que diz estar "inconformado" com o acidente ocorrido com o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) na cela da Superintendência da Polícia Federal, em Brasília, e pediu a reconsideração do pedido de prisão domiciliar pelo Supremo Tribunal Federal (STF).

A manifestação ocorre após Bolsonaro ter caído e batido a cabeça na madrugada desta terça-feira, 06. O ex-presidente foi reconduzido ao hospital DF Star, onde havia passado por cirurgias durante o Natal e o Réveillon.

"O Partido Liberal vem a público repudiar de forma veemente a rejeição ao pedido de prisão domiciliar a Jair Messias Bolsonaro, solicitado após a sua alta hospitalar em 29/12/25. Manter Jair Messias Bolsonaro preso na Polícia Federal é incabível", diz o partido.

A legenda prossegue: "Estão mantendo encarcerado um homem com 70 anos de idade, recém-operado, com saúde debilitada em decorrência da facada que levou em 2018, em tentativa de assassinato político que, até hoje, encontra-se em investigação"

A sigla também enalteceu Bolsonaro como "a maior liderança conservadora deste País" e diz que a justificativa de ameaça à ordem pública é "inaceitável".

"O Partido Liberal está inconformado com o acidente ocorrido com Jair Bolsonaro na cela da PF e, sendo o maior partido de direita do Brasil, registra a indignação dos seus filiados e dá voz a milhões de cidadãos conservadores deste país que estão ao lado de Jair Messias Bolsonaro e sua família", diz a nota. "Confiamos em Deus, na Justiça e pedimos a reconsideração da Suprema Corte Brasileira", completa.


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