Defesa de Bolsonaro faz novo pedido de prisão domiciliar ao STF
Advogado comparou situação de Bolsonaro à de Fernando Collor de Mello, que obteve autorização de Moraes para cumprir sua pena em casa devido à saúde
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O advogado Paulo Cunha Bueno, que representa Jair Bolsonaro (PL) no Supremo Tribunal Federal (STF), afirmou que a defesa protocolou um novo pedido de prisão domiciliar para o ex-presidente.
Bueno falou sobre o "agravamento" do quadro médico de Bolsonaro e comparou situação à do ex-presidente Fernando Collor de Mello, que obteve autorização do ministro Alexandre de Moraes para cumprir sua pena em casa devido à sua condição de saúde.
"Após as intervenções cirúrgicas a que o presidente Bolsonaro foi submetido nos últimos dias e diante do novo quadro de saúde diagnosticado pela equipe médica - enfatizando os riscos de agravamento do estado atual em razão da falta de cuidados adequados -, a defesa acaba de realizar o protocolo de novo pedido de prisão domiciliar, considerando, a um só tempo, a atualização e agravamento do quadro médico e o paradigma da recente concessão do mesmo benefício ora pleiteado - pelo mesmo Ministro relator -, ao Presidente Fernando Collor de Mello, hodiernamente mantido em custódia domiciliar a partir do diagnóstico de apneia do sono", afirmou Paulo Cunha Bueno em publicação no X.
Quadro médico
Jair Bolsonaro está internado em um hospital de Brasília desde o dia 24 de dezembro para procedimentos médicos e tem alta prevista para esta quinta-feira, 1º de janeiro.
Nesta quarta-feira (31), os médicos de Bolsonaro, Brasil Caiado e Cláudio Birolini, afirmaram que o político apresentou melhora com os procedimentos cirúrgicos e que teve um controle maior nas crises de soluços, mesmo que elas não tenham cessado.
"Essa internação foi solicitada para que ele fizesse a cirurgia das hérnias e recebesse alta numa condição de segurança. Então amanhã ele completa sete dias dessa cirurgia e tá correndo tudo bem do ponto de vista de pós-operatório, então a gente tá mantendo essa previsão de alta pra amanhã", afirmou Birolini a jornalistas na porta do hospital DF Star, em Brasília.
De acordo com a equipe médica, a alta de Bolsonaro já está agendada e só mudaria em caso de alguma intercorrência. O horário da remoção do ex-presidente, entretanto, dependerá da Justiça.
Os médicos declararam também que o humor do ex-presidente piora muito durante as crises de soluços e que ele mesmo pediu para fazer uso de antidepressivos. "O próprio presidente pediu para fazer uso de algum medicamento antidepressivo. Então, foi introduzido, e esse tratamento, a gente espera que passe a fazer algum efeito em alguns dias", disse Birolini.
Eles afirmaram ainda que Bolsonaro requer cuidados porque tem apneia do sono e precisar usar uma máscara especial para dormir melhor, o que pode aumentar risco de quedas. Pontuaram também que o ex-presidente está mais comprometido com uma rotina de autocuidado para evitar novas crises de soluços e refluxo.