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PF investiga ex-assessora de Arthur Lira por suspeita de desvios em emendas parlamentares

Operação cumpre mandados de busca em Brasília contra Mariângela Fialek, apontada como braço-direito de Lira na gestão de emendas

Por Estadão Conteúdo Publicado em 12/12/2025 às 12:45 | Atualizado em 12/12/2025 às 13:05

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A Polícia Federal cumpre mandados de busca e apreensão nesta sexta-feira, 12, contra uma assessora do ex-presidente da Câmara dos Deputados Arthur Lira (PP-AL) para investigar suspeitas de desvios de recursos por meio de emendas parlamentares. O alvo da operação é Mariângela Fialek, considerada braço-direito de Lira para a viabilização de emendas parlamentares.

Ela foi assessora técnica da Presidência da Câmara durante a gestão de Lira. Atualmente, de acordo com o portal da Câmara dos Deputados, ela é lotada na liderança do PP. Os crimes investigados são peculato, falsidade ideológica, uso de documento falso e corrupção.

Quem é Mariângela Fialek, ex-assessora de Arthur Lira?

Conhecida entre os deputados pelo apelido de Tuca, Mariângela Fialek, era considerada uma espécie de "gerente" do orçamento secreto durante a gestão do deputado Arthur Lira (PP-AL) na Presidência da Câmara dos Deputados. O Estadão tenta contato com a defesa.

Mariângela é considerada braço-direito de Lira para a viabilização de emendas parlamentares. Ela foi assessora técnica da Presidência da Câmara durante a gestão de Lira. Atualmente, de acordo com o portal da Câmara dos Deputados, ela é lotada na liderança do PP.

 Servidora comissionada, Fialek já trabalhou com o ex-senador Romero Jucá (MDB-RR). No governo do ex-presidente Michel Temer (2016-2018), atuou na Secretaria de Governo da Presidência da República. Sob Jair Bolsonaro, Fialek trabalhou no Ministério do Desenvolvimento Regional, na gestão do ex-ministro Rogério Marinho.

Chegou à Câmara em março de 2021, e passou a ser pessoa-chave na gestão do orçamento secreto na Presidência da Casa. Vários dos ofícios de deputados e senadores mudando a destinação de verbas da rubrica eram dirigidas a ela, e não ao relator-geral do Orçamento.

A investigação que Mariângela é alvo teve início a partir de um depoimento prestado pelo deputado Glauber Braga (PSOL-RJ), que acusou Lira de manipular o orçamento secreto, esquema revelado pelo Estadão.

O deputado José Rocha (União-BA), ex-presidente da Comissão de Integração Nacional e Desenvolvimento Regional, também foi ouvido pela Polícia Federal.

Policiais federais cumprem dois mandados de busca e apreensão em Brasília, um deles no gabinete de trabalho de Mariângela na Câmara dos Deputados. Os crimes investigados são peculato, falsidade ideológica, uso de documento falso e corrupção.

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