PT convoca atos contra redução da pena de Bolsonaro e outros condenados pelo 8 de janeiro
Manifestações serão realizadas em todo o país no próximo domingo (14); no Recife, concentração será na Rua da Aurora, região central da capital
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O Partido dos Trabalhadores convocou, na última quarta-feira (10), a realização de manifestações contra o projeto de lei que reduz penas de condenados por atentado à democracia, entre eles o ex-presidente Jair Bolsonaro, aprovado na Câmara dos Deputados nesta semana. Os atos ocorrerão em todo o país no próximo domingo (14).
No Recife, a concentração será na Rua da Aurora, na região central da capital, a partir das 14h, com participação de lideranças estaduais do partido.
O presidente nacional do partido, Edinho Silva, usou as redes sociais para chamar os militantes às ruas para protestar também contra a aprovação do marco temporal, também aprovada nesta semana no Legislativo.
O dirigente afirmou que o objetivo é defender a democracia e os direitos constitucionais, classificando as votações da semana como "retrocessos gravíssimos”.
Edinho disse que a Câmara aprovou a redução de pena “para quem planejou e tentou executar um golpe contra a democracia e contra a vontade popular expressa nas urnas”.
No vídeo, o líder petista lembrou que as condenações seguiram o devido processo legal. “Redução de pena para assassino? Não dá”, afirmou ele lembrando o plano que pretendia matar Lula, Geraldo Alckmin e Alexandre de Moraes.
A convocação circula nas redes sociais com os slogans “Congresso inimigo do povo” e “Povo nas ruas”. A mobilização reúne celebridades, parlamentares, movimentos populares, sindicatos e influenciadores que conclamam a população a protestar contra as decisões do Congresso.
Em setembro, uma articulação semelhante levou manifestantes às ruas contra a PEC 3/2021, a chamada PEC da Blindagem, e contra o PL da Anistia. Na ocasião, o movimento seguiu a mesma lógica: partidos, organizações sociais, artistas e influenciadores impulsionaram a convocatória e ampliaram o alcance dos atos.
O presidente estadual do PT, deputado federal Carlos Veras, afirmou que o projeto de dosimetria é um "disfarce para anistia".
"Uma manobra perigosa para proteger quem atacou a nossa democracia e reduzir a gravidade dos crimes cometidos", afirmou Veras.