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Presidente do PT no Rio contraria Lula e diz que operação policial foi 'bem sucedida'

Diego Zeidan elogiou ação policial que deixou 121 mortos no Rio e defendeu uso de fuzis pela Guarda Municipal de Maricá para entrar em favelas.

Por JC Publicado em 01/12/2025 às 23:34

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Com informações do Estadão Conteúdo

O presidente do diretório do PT no Rio de Janeiro, Diego Zeidan, classificou como "bem sucedida" a megaoperação policial realizada nos complexos da Penha e do Alemão. Em declaração dada nesta segunda-feira (1º), o dirigente afirmou que o partido "não pode cometer o erro de ser contra" esse tipo de ação.

Zeidan, que é filho do prefeito de Maricá e vice-presidente nacional do PT, Washington Quaquá, defendeu ainda o armamento da guarda municipal da cidade com fuzis.

"A operação que teve aqui, que cometeu um grande assassinato de 120 jovens... O combate ao crime organizado é necessário. Não podemos ter a demagogia de achar que a polícia não tem que entrar com arma", disse Zeidan.

Para ele, se há criminosos impedindo a entrada do Estado com fuzis e barricadas, o confronto é necessário. "Não podemos cometer o erro de ser contra um tipo de operação como essa", completou.

Divergência com Lula

A fala de Zeidan vai na contramão de lideranças nacionais da sigla. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o presidente do partido, Edinho Silva, classificaram a ação no Rio como "desastrosa".

Apesar de considerar a ação exitosa, o presidente do PT-RJ fez uma ressalva sobre a continuidade da presença estatal. "A crítica que eu faço a essa operação policial: não adianta fazer uma operação contra o crime organizado, que na minha opinião foi bem sucedida, mas, no dia seguinte, o Estado sair da favela", ponderou.

Guarda Municipal com fuzil

Outro ponto polêmico levantado por Zeidan foi o armamento das forças de segurança municipais. Ele afirmou que a guarda de Maricá está sendo preparada para o enfrentamento direto.

Segundo o dirigente, a corporação receberá treinamento do Batalhão de Operações Especiais (Bope) e será equipada com armamento pesado.

"Em Maricá, estamos armando a guarda porque queremos fazer o enfrentamento de frente com o crime organizado. Vamos fazer treinamento com o Bope, comprar fuzil, para que a gente possa ir para as favelas. É inaceitável que a gente tenha domínio armado de território", finalizou.

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