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Associação de proprietários de imóveis entrega plano de recuperação da Rua Imperatriz à Fundarpe

Após reunião com o Estado, proprietários de imóveis buscam articulação com a Santa Casa do Recife e propõem modelo de retrofit para o Centro

Por Maria Clara Trajano Publicado em 03/09/2026 às 13:42

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A Fundação do Patrimônio Histórico e Artístico de Pernambuco (Fundarpe) recebeu, nesta quinta-feira (3), representantes da Associação dos Proprietários de Imóveis da Rua Imperatriz Teresa Cristina (Impera).

O grupo apresentou uma proposta integrada voltada à recuperação do corredor histórico do Centro do Recife e definiu os próximos alvos de articulação institucional.

Após o diálogo inicial com o Governo do Estado, a associação planeja estender os diálogos à Santa Casa de Misericórdia do Recife, entidade proprietária da Paróquia do Santíssimo Sacramento e de outros prédios situados na via.

"Fomos muito bem recebidos pela Fundarpe e tivemos a oportunidade de apresentar nossas demandas e propostas. Eles ouviram nosso pleito e vão avaliar o que é possível ser feito pelo Governo do Estado. Nosso próximo grande passo é entrar em contato com a Santa Casa de Misericórdia do Recife, que detém a propriedade da Paróquia do Santíssimo Sacramento, localizada na Imperatriz, além de outros imóveis na via", informou Ana Eugênia Figueiredo, representante da Impera.

Eixos para a recuperação da via pública e do patrimônio

O documento protocolado junto ao órgão estadual organiza as medidas de requalificação urbana em cinco frentes principais:

  • Espaço público: retirada e embutimento de fiações elétricas e de telecomunicações aéreas, somados à implantação de iluminação pública adequada ao perfil histórico da via.
  • Patrimônio histórico: avaliação de estudos para restauro e destinação funcional da Casa de Joaquim Nabuco, além da resolução de entraves técnicos e jurídicos para a retomada das obras na Casa de Clarice Lispector.
  • Incentivo a imóveis privados: criação de mecanismos fiscais e linhas de financiamento direcionados à recuperação de fachadas, cobertas e ao aproveitamento dos pavimentos superiores.
  • Uso e ocupação: estímulo à instalação de operações comerciais, polos gastronômicos, atividades culturais e novos projetos habitacionais.
  • Articulação institucional: formação de uma estratégia conjunta entre Prefeitura do Recife, Fundarpe, Iphan, concessionárias de serviços públicos e proprietários privados.

Referência em políticas de retrofit

Como parâmetro para a viabilização financeira das reformas, a associação defende a análise de instrumentos aplicados no Centro de São Paulo, a exemplo do Programa Requalifica Centro.

A política paulistana associa benefícios fiscais a subvenções econômicas diretas para custear fração das obras de restauração, priorizando imóveis destinados à habitação e a equipamentos culturais.

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Maria Clara Trajano

mtrajano@sjcc.com.br

Jornalista pela UFPE, no SJCC desde 2022