Prefeitura do Recife promete mais um conjunto habitacional, com 128 apartamentos, para a Comunidade do Pilar
Obra é fruto de uma parceria com o Governo Federal e terá investimentos previstos de R$ 22,5 milhões, dentro do Programa Minha Casa Minha Vida FAR
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Uma parceria entre a Prefeitura do Recife e o Governo Federal vai resultar em mais um habitacional para a Comunidade do Pilar, no Bairro do Recife. O empreendimento terá investimentos previstos de R$ 22,5 milhões, dentro do Programa Minha Casa Minha Vida-FAR.
A obra marca a última etapa do projeto de habitação popular para a área e será executada na Quadra 60, na Rua do Brum. Serão 128 apartamentos, além do escoramento e restauro das ruínas remanescentes na área.
Também será realizada uma nova etapa do trabalho de pesquisa arqueológica, que já encontrou e catalogou cerca de 40 mil fragmentos (como porcelanas, vidros, projéteis e ossadas humanas do século XVII), além das bases do Forte de São Jorge, nas proximidades da Igreja do Pilar.
O trabalho é uma parceria entre a Autarquia de Urbanização do Recife (URB) e a Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE), por meio da Fundação Apolônio Salles de Desenvolvimento Educacional (Fadurpe).
Ao todo, foram entregues na comunidade 320 unidades habitacionais, uma creche-escola, uma escola de tempo integral, uma Upinha e uma praça. Estão em andamento as obras de ampliação da escola e da creche.
Espera longa no Pilar
O anúncio do habitacional acontece três meses após instauração de inquérito do Ministério Público de Pernambuco (MPPE), que investiga o desabamento de parte da estrutura de um casarão na comunidade.
Na época, a Prefeitura do Recife informou que a Sexta Vara da Fazenda Pública da Capital havia determinado a desocupação da Quadra 60, acolhendo pedido apresentado pelo Município diante do agravamento das condições de risco.
Segundo a gestão municipal, todos os imóveis identificados no local já haviam sido negociados, os processos de pagamento e de inclusão no Auxílio Moradia estavam em fase final e apenas 5 ocupantes permaneciam no local. Um plano de demolição havia sido apresentado para validação do Iphan, por se tratar de Zona Especial de Preservação do Patrimônio Histórico-Cultural.
A espera na comunidade se arrasta há pelo menos duas décadas. Imóveis irregulares são ocupados por famílias desde 2006, mas desde 2009 são prometidos investimentos na área.
O atraso das obras e a redução do número de beneficiários no projeto anunciado inicialmente, com um total de 588 unidades habitacionais, e investimento de R$ 39,4 milhões, escancaram o descumprimento de prazos pelo poder público e a precariedade habitacional que atinge famílias em toda a cidade.