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Perícia apura causas de desabamento que deixou cinco feridos na área central do Recife

Vítimas ficaram presas sob os escombros e foram resgatadas; imóvel segue interditado e Prefeitura solicita aos proprietários a licença da obra

Por Cristiane Ribeiro Publicado em 20/07/2026 às 9:08 | Atualizado em 20/07/2026 às 9:11

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As causas do desabamento parcial de um imóvel no bairro da Boa Vista, área central do Recife, estão sendo investigadas pela Polícia Científica. O caso aconteceu na última sexta-feira (17) e deixou 5 pessoas feridas.

O prédio passava por uma reforma que incluía a demolição de estruturas internas e um dos pedreiros chegou a ficar soterrado pelos escombros. Diante do acidente, a Prefeitura do Recife cobra dos proprietários a licença que autoriza a realização da obra.

Perícia do imóvel

Após vistoria realizada pela Defesa Civil do Recife, o prédio, localizado no número 251 da Rua da Saudade, foi interditado e a área ao redor isolada com cavaletes e fita zebrada para impedir a circulação de pedestres. Os imóveis vizinhos, entre eles uma clínica de medicina do trabalho e um bazar, também foram fechados por medida de segurança.

Em nota, a Defesa Civil informou que identificou sinais de intervenções estruturais na edificação, incluindo a remoção de paredes durante a reforma. Já a Secretaria Executiva de Controle Urbano (Secon) notificou os responsáveis pelo imóvel para apresentar a licença da obra que era realizada no local.

A Polícia Científica realizou perícia no imóvel durante o fim de semana. O laudo deverá apontar o que provocou o desabamento e se houve falhas na execução da reforma ou comprometimento da estrutura da edificação.

A Defesa Civil orienta que situações de risco em imóveis ou obras sejam comunicadas pelo telefone 0800 081 3400, canal gratuito que funciona 24 horas por dia.

Relembre o caso

O imóvel passava por uma reforma quando parte da estrutura cedeu por volta das 11h da última sexta-feira (17). Quatro operários trabalhavam na demolição de paredes no primeiro andar desde as 8h da manhã, utilizando marretas para remover a estrutura.

Parte dos trabalhadores já havia deixado a parte da frente da obra, e apenas uma das vítimas, identificada como Wilton Lima, permaneceu finalizando o serviço. "Ele estava retirando as metralhas da parede que a gente tinha demolido. A gente só escutou o estrondo", contou um dos operários.

Os colegas afirmaram que a obra havia transcorrido normalmente até aquele momento e que não perceberam qualquer sinal de risco. "Já tinha derrubado três paredes, essa era a última. Não deu absolutamente nenhum sinal". A estrutura que desabou atingiu o térreo da edificação, onde funcionava uma gráfica.

 
 
 
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Cinco pessoas ficaram feridas

No imóvel estavam os quatro trabalhadores da reforma e outras sete pessoas na gráfica. O pedreiro Wilton Lima foi uma das principais vítimas, ficando preso sob os escombros. Ele foi resgatado consciente pelos bombeiros.

Na gráfica, o proprietário sofreu ferimentos no rosto, mas recebeu atendimento no local. Dois clientes ficaram feridos, sendo um deles um policial militar que chegou a ficar preso sob os escombros e foi retirado por uma testemunha antes mesmo da chegada das autoridades.

Outra vítima foi Viviane Floriano da Silva, de 27 anos, que trabalhava em uma banca de jogos em frente ao estabelecimento. Ela foi atingida durante o desabamento, sofreu ferimentos na cabeça e ficou desorientada, mas recebeu alta após atendimento médico.

Segundo informações divulgadas pela TV Jornal, além de Viviane, Wilton Lima também recebeu alta. Os outros três feridos permaneceram internados para avaliação e acompanhamento médico.

O resgate das vítimas mobilizou equipes do Corpo de Bombeiros, Samu e da Polícia Militar. "Nós fizemos um trabalho de escuta ativa, resposta e chamada. Depois fizemos a inserção do cão para identificar possíveis novas vítimas que estivessem desacordadas", explicou um bombeiro que participou da ocorrência.

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