Pernambuco | Notícia

Compesa realiza audiência pública sobre barragem de R$ 1,1 bilhão que vai impactar Cabo e Ipojuca

Infraestrutura Barragem Engenho Maranhão tem o objetivo de melhorar o abastecimento de água de cerca de 310 mil pessoas, em Ipojuca e no Cabo

Por Laís Nascimento Publicado em 18/07/2026 às 8:58

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A Companhia Pernambucana de Saneamento (Compesa) realizará no próximo dia 27 de julho, às 14h, uma audiência pública para discutir o projeto do Sistema Produtor Engenho Maranhão, que vai afetar as populações do Cabo de Santo Agostinho e de Ipojuca.

O encontro presencial será no centro administrativo do Complexo Industrial Portuário de Suape, no Cabo, com transmissão ao vivo pelo canal da Compesa no YouTube.

O projeto do Sistema Produtor Engenho Maranhão contempla a construção da Barragem Engenho Maranhão, infraestrutura que afeta a região e o Complexo Industrial Portuário de Suape.

A barragem também tem o objetivo de contribuir para a contenção de enchentes no rio Ipojuca e para a melhoria do abastecimento de água de cerca de 310 mil pessoas nos municípios de Ipojuca e Cabo de Santo Agostinho, na Região Metropolitana do Recife (RMR).

Para ter acesso ao edital completo, conferir os detalhes técnicos e enviar contribuições, os interessados devem visitar a página oficial do projeto no site da Compesa, pelo link: www.compesa.com.br/pppengenhomaranhao. A escuta pública segue aberta até o dia 6 de agosto.

O projeto será executado por meio de uma Parceria Público-Privada (PPP) e conta com investimentos de mais de R$ 1,1 bilhão. Desse total, R$ 340 milhões serão destinados à implantação de novas estruturas — incluindo a construção da barragem —, enquanto os R$ 753 milhões restantes serão destinados à operação e manutenção de todo o sistema produtor por um período de 30 anos.

Projeto

O projeto do Sistema Produtor Engenho Maranhão visa a construção da Barragem e a modernização da Estação de Tratamento de Água (ETA) de Suape, cuja capacidade será ampliada de 300 para 1.600 litros por segundo.

Estão previstas ainda a manutenção de 42 quilômetros de adutoras, incluindo novos 18 quilômetros, e a operação de 26 unidades do sistema hídrico — com barragens, estações de tratamento, adutoras, estações elevatórias e reservatórios.

O sistema prevê interligações com os mananciais de Bita e Utinga, além de uma futura integração ao Sistema Produtor Pirapama.

A modelagem e a elaboração dos estudos técnicos foram realizadas pelo Consórcio Vernalha Pereira-Profill-Galípolo. A coordenação do projeto está a cargo da Compesa, com o apoio do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), da Caixa Econômica Federal, da Secretaria de Recursos Hídricos e Saneamento e da Secretaria de Projetos Especiais do Estado.

“O projeto vai garantir mais segurança no abastecimento de água e mais proteção para a população da região, por unir segurança hídrica e controle de cheias em uma única solução estruturadora”, destaca o diretor-presidente da Compesa, Douglas Nóbrega.

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