População afetada por enchente fica sem água para limpar residências em Timbaúba
Moradores enfrentam dificuldades para retirar a lama que ficou em suas casas após a invasão da água; prefeitura teve que fornecer caminhões pipa
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Após a recuada da água do Rio Capibaribe Mirim, que atingiu a cota de inundação no último sábado (27) e inundou casas em Timbaúba, na Zona da Mata Norte, os moradores tiveram que lidar com a falta de água nas torneiras para remover a lama que ficou.
Falta de água é problema crônico
O problema da falta de água no município de Timbaúba não é de hoje. De acordo com a própria prefeitura, é comum que bairros fiquem até três meses sem abastecimento da Companhia Pernambucana de Saneamento (Compesa).
"Essa questão da água é um problema crônico aqui na cidade", conta o assessor de comunicação de Timbaúba Jhobson Wagner à reportagem do JC. "Mesmo tendo uma barragem sempre sangrando, a gente sofre com a falta de abastecimento".
Há bairros que são menos prejudicados do que outros. No Centro, por exemplo, chega água a cada dois ou três dias. Mas na Vila da Cohab, que fica a menos de 1km de distância, os moradores levam meses para ouvir a água correndo pelos canos.
Sapucaia, Ozanan, Eliezer Barbosa, Vila Nova Vida, Residencial Timbaubinha e Bairro Novo também são mencionados pela prefeitura como mais prejudicados, além dos morros. Surpreendentemente, a Zona Rural sofre menos com o problema.
Prefeitura precisou fornecer caminhões-pipa
Com a cheia do Rio Capibaribe Mirim no último sábado (27), que afetou diretamente 1.500 pessoas com água em suas casas, a cidade ficou um lamaçal. O primeiro passo para a reconstrução e recuperação do que sobrou é a limpeza, mas nem a isso a população teve direito imediato.
De acordo com a prefeitura, antes da enchente chegar já haviam locais com mais de 40 dias sem abastecimento. Para a limpeza após o recuo da água do rio, o poder público municipal viabilizou o uso de 9 caminhões-pipa para a lavagem das ruas e abastecimento das residências e dos abrigos instalados nas escolas.
O que diz a Compesa
Procurada pelo Jornal do Commercio, a Compesa informou que o abastecimento no município de Timbaúba "já foi retomado e está operando com cerca de 80% da vazão". Acerca dos outros 20%, técnicos da companhia atuam no monitoramento dos mananciais para reestabelecer.
Entretanto, a informação é contestada pelo município. De acordo com a prefeitura, até a manhã desta quarta-feira (1°) a população ainda enfrenta as dificuldades da falta de água.
Em resposta, a companhia informa que a retomada é gradual e que o calendário pode ser acessado pela população no aplicativo ou site da Compesa, fornecendo a matrícula do imóvel. Além disso, também foram enviados caminhões-pipa para reforçar o atendimento emergencial.
Confira a nota da Compesa na íntegra:
A Compesa informa que o Sistema de Abastecimento de Água de Timbaúba já foi retomado e está operando com cerca de 80% da vazão. Técnicos da Companhia estão monitorando a situação dos mananciais para retomar a captação, tratamento e distribuição do volume complementar de 20%.
Com relação aos bairros citados pela reportagem, Centro e Cohab, ambos já tiveram a sua operação retomada. O bairro Centro já teve a distribuição de água restabelecida, gradualmente. Já no bairro da Cohab, a normalização ocorrerá de acordo com o calendário da localidade, disponibilizado no site e aplicativo. A Compesa enviou carros-pipa para o atendimento emergencial, para minimizar o impacto do desabastecimento em decorrência das chuvas.
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