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Projeto de fiação subterrânea no Bairro do Recife avança na Câmara

Projeto que reorganiza infraestrutura de telecomunicações segue para o plenário após votação na comissão de Planejamento Urbano e Obras

Por Maria Clara Trajano Publicado em 19/05/2026 às 11:24

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A Comissão de Planejamento Urbano e Obras da Câmara Municipal do Recife aprovou, nesta segunda-feira (18), o Projeto de Lei do Executivo (PLE) nº 4/2026. A proposta determina a substituição da fiação aérea por redes subterrâneas no Bairro do Recife, região histórica da capital pernambucana. O texto recebeu dois votos favoráveis e um contrário, e agora segue para votação definitiva em plenário.

A medida abrange a Zona Especial de Preservação do Patrimônio Histórico-Cultural (ZEPH) da localidade. O plano da gestão municipal prevê o reaproveitamento de galerias técnicas subterrâneas já existentes para reorganizar a infraestrutura de telecomunicações.

Antes do aval do colegiado de Planejamento, o projeto já havia recebido pareceres favoráveis nas comissões de Legislação e Justiça, e de Finanças e Orçamento.

Divergências técnicas e questionamentos sobre alagamentos

Apesar do avanço, a proposta enfrentou oposição durante o debate na comissão. O vereador Eduardo Moura (Novo), responsável pelo voto contrário, apontou falhas estruturais no planejamento e alertou para a falta de soluções contra enchentes na região central da cidade.

"Esse projeto tem algumas inconsistências, uma delas é que as galerias já existentes não comportam a colocação de novo cabeamento, o estudo técnico não mostra isso. Outra coisa, o projeto não traz a questão dos alagamentos. Nossas galerias já estão entupidas, porque não há dragagem dos canais e dos rios, e esse projeto não apresenta como solucionar esse problema", argumentou Moura.

Apesar das críticas aos aspectos técnicos e de execução da matéria, o parlamentar reconheceu o mérito do conceito apresentado pela prefeitura. "Diante das inconsistências que há nesse projeto, eu não posso dar um voto favorável. A ideia do projeto apresentado pelo poder executivo é muito boa, mas tem essas falhas", completou.

Desafios de implementação na capital

Por outro lado, os defensores da matéria ressaltam o impacto na despoluição visual e na preservação histórica como justificativas para a mudança, ainda que admitam a complexidade de intervenções em uma cidade com as características geográficas do Recife.

O presidente do colegiado, vereador Rodrigo Coutinho (Republicanos), defendeu a relevância da proposta, apontando os entraves históricos de infraestrutura urbana da cidade.

"O Recife, por não ser uma cidade planejada, acaba por não conseguir implementar, de maneira fácil, esse projeto, mas para mim é um projeto de extrema importância", declarou Coutinho.

O voto que garantiu a aprovação da matéria na comissão foi proferido pelo vereador Aderaldo Pinto (PSB).

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