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Programa Colo de Mãe pretende fortalecer o cuidado com gestantes e crianças em Pernambuco

Com investimento de R$ 46,9 milhões, a iniciativa terá cofinanciamento direto aos municípios e repasses mensais de até R$ 90 mil para maternidades

Por Anaís Coelho Publicado em 26/03/2026 às 17:39

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O Governo de Pernambuco lançou, nesta quinta-feira (26), o programa Colo de Mãe, que tem o objetivo de ampliar e qualificar o acompanhamento de gestantes, puérperas e crianças de até dois anos de idade em todo o estado.

Com um investimento de R$ 46,9 milhões, a iniciativa vai contar com cofinanciamento direto aos municípios, além de repasses mensais de até R$ 90 mil para maternidades. Segundo a governadora Raquel Lyra (PSD), o programa tem como foco a diminuição dos indicadores de mortalidade materno-infantil.

"O Colo de Mãe não é apenas uma plataforma, mas sim toda a linha de cuidado com as gestantes de Pernambuco, cofinanciando ações com o pagamento de R$ 193 para cada mãe atendida, apoiando os municípios. Além disso, estamos dando um cofinanciamento inédito às maternidades de Pernambuco, entre R$ 30 mil e R$ 90 mil mensais”, afirma.

Como funciona o Colo de Mãe

O programa vai contar com um suporte digital para as usuárias, funcionando como um guia de acompanhamento durante a gestação, o puerpério e os primeiros anos da criança. De acordo com a secretária de Saúde, Zilda Cavalcanti, serão disponibilizadas orientações e acesso aos serviços de saúde.

"As mães serão acompanhadas durante o pré-natal até os seus filhos terem dois anos de idade. Dessa forma, será monitorado se está fazendo os exames necessários, se a mulher está sendo bem acolhida nas unidades de saúde.”

Além disso, foram disponibilizadas 184 ambulâncias nessa fase inicial do programa. As mulheres podem acessar o serviço pelo aplicativo: PE.GOV ou pelo telefone 155. A meta é atender 20 mil mães nos primeiros meses.

Miva Filho/Secom
Programa Colo de Mãe pretende fortalecer o cuidado com gestantes e crianças em Pernambuco - Miva Filho/Secom

Função das ‘madrinhas’

A atuação das chamadas ‘madrinhas’ é um dos diferenciais do programa. São 46 profissionais responsáveis por acompanhar diretamente gestantes e puérperas.

Elas irão realizar o monitoramento por meio de teleatendimento, com uso de telefone, aplicativo institucional e ferramentas de mensagem.

Pollyana Lima é operadora de telemarketing e mãe de dois filhos, ela está participando da iniciativa como uma das ‘madrinhas’ e relata a felicidade em participar de um acolhimento que, na vez dela, ainda não existia.

“A nossa preparação foi incrível, de muita informação, muito material. Tivemos contato com médicos, enfermeiros, para atender diversas mulheres com diversas dúvidas diferentes.”

Segundo a secretária de Saúde, Zilda Cavalcanti, as madrinhas também serão um apoio para as mães de primeira viagem.

“As mães de primeira viagem têm alguns medos, dúvidas, de como se cuidar nas fases da gestação e no pós-parto com seus filhos. Agora terão as madrinhas para dar este suporte, sempre a postos através do aplicativo e do telefone 155", conta.

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